No fim desta noite dessa quinta-feira (5), os advogados do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), junto ao criminalista Antônio Carlos de Almeida Castro (Kakay), protocolaram rapidamente um pedido de liminar no Supremo Tribunal Federal (STF) [VIDEO] com a finalidade de suspender a ordem de prisão do petista decretada pelo juiz federal da Lava Jato no Paraná, Sérgio Moro.

Segundo os defensores do ex-presidente, o pedido visa à suspensão imediata da diligência (mandado de prisão) até que se esclareça a real decisão embasada em fatos verídicos. Na verdade, os advogados desejam que a execução da pena ocorra somente após condenação no Superior Tribunal de Justiça (STJ), terceira instância do Judiciário, garantindo, assim, o direito de liberdade de Lula.

Kakay salientou ainda, segundo informações do jornal “O Globo", que o pedido, uma vez concedido, será benéfico ao ex-presidente. Todavia, a petição foi apenas protocolada pelo advogado criminalista, sendo de autoria do Partido Ecológico Nacional (PEN).

Os defensores acreditam que as Ações Diretas de Constitucionalidade (ADCs) de números 43 e 44, as quais abordam peculiaridades sobre o assunto, deveriam em tese ter sido apreciadas na quarta-feira pelo STF (4), antes mesmo do julgamento do habeas corpus (HC) do líder petista.

Eles questionam ainda que a maioria do STF vislumbrada no mérito das ADCs é nitidamente acolhedora da proposta intermediária da execução da pena e somente após o finalizado o último recurso especial disponível pelo Superior Tribunal da Justiça (STJ), Lula poderá ser encarcerado. [VIDEO]

A deliberação recepcionada pelo Supremo.

A liminar portanto, foi impetrada com o firme proposito de cercear a "injusta prisão de inúmeras pessoas", reforçou Kakay ao jornal. O criminalista, nos últimos dias, participou de trocas de mensagens com um grupo de pelo menos 150 profissionais em meio as mais diversas situações elencadas a respeito da condição verídica de Lula.

Na oportunidade, foram sugeridas estratégias para o não acolhimento da pena em segunda instância, proporcionando a revisão da execução da condenação. Diante das circunstâncias, o pedido dos defensores foi encaminhado automaticamente ao ministro Marco Aurélio, uma vez que as ADCs são legitimadas como elementos fundamentais, as quais permitem a análise legal do acessório, ou seja, a liminar que poderá congelar o mandado de prisão do juiz Moro.

Entenda o caso de Lula

Nessa quinta-feira de madrugada (4), o Supremo Tribunal Federal negou o habeas corpus a Lula por 6 votos a 5. O remédio jurídico resguardaria o ex-presidente de uma eventual prisão até o esgotamento de todos os recursos disponibilizado aos condenados em segunda instância.

Os defensores de Lula tentam a qualquer custo alterar o entendimento firmado pelo STF desde 2016. Naquela época, foi autorizado o cumprimento da pena logo após o último recurso em segunda instância.