Após a prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o juiz federal Sérgio Moro resolveu se manifestar e esclarecer algumas dúvidas sobre a democracia do país, algumas semanas depois de ter protagonizado um dos casos mais polêmicos e emblemáticos do Brasil, por se tratar de um decreto de prisão contra um ex-presidente da República. Moro se manifestou de forma contundente ao falar da democracia no Brasil.

O magistrado garantiu que não há possibilidade alguma de que o país esteja exposto a qualquer tipo de risco inerente à situação da democracia já estabilizada no Brasil. O juiz paranaense disse que a “democracia não está fragilizada”.

As palavras de Moro esclarecem que não existem, até o momento, riscos de uma ruptura democrática. A fala foi devido às investigações que acabaram resultando no decreto de prisão do ex-presidente Lula.

Moro disse que muitos fatos ainda serão revelados durante as investigações dos crimes relacionados à corrupção no Brasil, os quais estão sendo investigados por ele e seus colegas de trabalho, que formam a força tarefa da Operação Lava Jato, mas todos sofrerão e pagarão penas cabíveis e isso deveria ser tratado como orgulho pelo Brasil.

Moro faz discurso na Universidade de Harvard

Durante uma palestra na Universidade de Harvard, nos Estados Unidos da América, o magistrado fez questão de relembrar um trecho do discurso que foi dado pelo ex-presidente norte-americano Theodore Roosevelt, o qual reforça mais ainda a sua opinião sobre o assunto.

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Lava Jato Sergio Moro

No trecho diz que a divulgação e a punição contra os crimes de corrupções públicas devem ser vistos como uma honra para nação e não como um retrocesso, pois vergonha seria se a nação tolerasse a corrupção e não agisse para exterminá-la.

Sérgio Moro acertou em cheio ao comentar a cena antológica de abertura do filme “O Poderoso Chefão” durante a sua fala em Havard. Moro disse que não poderia ter imagens mais impactantes e didáticas como as quais escolheu para retratar a ação dos mafiosos corruptos que agem dentro das grandes empresas e no âmbito politico e governamental e citou países como Itália, Estados Unidos e Brasil.

A Procuradora-Geral da República (PGR), Raquel Dodge, e o Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Roberto Barroso, estavam presentes na palestra.

A manifestação de Sérgio Moro serviu como uma resposta aos petistas, que alegam que o julgamento de Lula teria intenções políticas e representaria uma ameaça ao sistema democrático.

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