O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi condenado em segunda instância pelo Juiz Sérgio Moro no caso do apartamento do triplex em Guarujá (São Paulo) no dia 24 de janeiro de 2018, pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. No julgamento do TRE-4 (Tribunal Regional da 4ª Região), os desembargadores captaram que haviam provas suficientes de que Lula recebeu propina da construtora OAS por meio da entrega do triplex e reformas no imóvel, determinado uma pena aumentada por 12 anos e 1 mês na prisão, com início de regime fechado.

Em julho de 2017, Lula havia sido condenado pelo juiz da Lava Jato, Sérgio Moro [VIDEO], na primeira instância.

Porém, na quinta-feira do dia 05/04/2018, após receber um ofício do TRF-4, Moro decretou a prisão de Lula.

À sede do Sindicato

Lula chegou na quinta-feira (5) no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo do Campo (SP), uma hora e 22 minutos depois de ser assinado o despacho da condenação. O ex-presidente recebeu amigos, familiares e seus advogados, em uma conversa pessoal da definição de como seria a sua entrega à Polícia Federal. No período da noite, do lado de fora, militantes preparavam sacos de dormir, alimentação para passar a madrugada perto de Lula, na sede do sindicato.

No sábado (6), por volta de meio-dia, Lula discursou durante a missa em homenagem a ex-primeira-dama Maria Letícia, que completaria 68 anos, afirmando sua inocência, criticando as decisões do judiciário e a imprensa.

Durante o seu discurso, pediu que Moro viesse apresentar prova contra ele.

Prazo dado por Moro

Sexta-feira, às 17h (de Brasília), do dia 6/04, expirou [VIDEO] o prazo dado pelo juiz federal Sérgio Moro para que o ex-presidente se entregasse na sede da PF em Curitiba (Paraná). Encerrado o período oferecido, o petista poderia ser preso em qualquer lugar e em qualquer momento, sendo considerado procurado pela polícia, mas não foragido. Entretanto, permaneceu no sindicato, em conjunto com seus advogados e colegas de partido.

Descumprimento judicial?

A decisão de Lula não era um descumprimento judicial, pois no mandado, Moro tinha dado uma realização de algo de o ex-presidente se apresentar voluntariamente, cabia Moro expedir uma ordem judicial, e os polícias teriam a autorização para entrar no sindicato.

Condenação

O ex-presidente se entregou à PF sendo preso na noite de sábado (7), após ficar dois dias no Sindicato. Ele saiu caminhando até o prédio da proximidade, onde equipes da Polícia Federal o aguardavam.

O comboio seguiu sua rota por vias de São Bernardo e São Paulo até chegar na Superintendência da PF. Logo, realizando o exame de delito, Lula entrou num helicóptero da Polícia Militar seguindo em direção ao Aeroporto da Zona Sul, Congonhas, às 20h46, entrou em um avião, pertencente da PF, chegando a Curitiba às 22h01.

Os manifestantes guardavam o ex-presidente da República, bloqueando a pista sentido bairro do corredor Norte-Sul, pois eram contra à prisão de Lula. Policiais militares da Força Tática tiveram que utilizar bomba de efeito moral para desconcentrar o grupo.