Um dos mais conhecidos empresários envolvidos no mega escândalo de corrupção da Petrobras, denominado de "Petrolão", empresário Marcelo Odebrecht, foi contundente, durante um depoimento prestado nesta quarta-feira (11), ao juiz federal Sérgio Moro, no âmbito das investigações da força-tarefa da Operação Lava Jato [VIDEO], a partir da décima terceira Vara Criminal da Justiça Federal de Curitiba.

O empresário Marcelo Odebrecht, dono da maior empreiteira do Brasil, resolveu se manifestar, em relação a um inquérito em que o mesmo responde, juntamente com ex-presidente da República [VIDEO], Luiz Inácio Lula da Silva.

Resposta de Marcelo Odebrecht é dirigida à defesa de Lula

Durante a audiência em que o empresário Marcel Odebrecht concedeu depoimento ao juiz federal Sérgio Moro, relacionado ao inquérito que trata da compra de um terreno em São Paulo para a construção do Instituto Lula, o empresário baiano fez afirmações contundentes.

Vale ressaltar que a entidade do ex-mandatário petista não chegou a ocupar o terreno localizado na Zona Sul da capital paulista.

Entretanto, ao ser indagado por advogados de defesa do ex-presidente Lula com relação a e-mails acrescentados pelo empreiteiro, em meados de fevereiro, o empresário foi categórico ao se dirigir aos defensores do ex-presidente petista que quanto mais falasse, mais iria complicar a vida do ex-presidente Lula.

O advogado do ex-presidente Lula, Cristiano Zanin Martins, chegou a se queixar de não ter tido acesso aos dados dos computadores da empreiteira Odebrecht e perguntou quantos e-mails teriam sido analisados pelo empresário Marcelo Odebrecht. Ao demonstrar irritação com a pergunta, o empresário baiano foi enfático ao afirmar que já teria encaminhado aproximadamente três mil e-mails e que seria melhor que a defesa ficasse com os e-mails, porque quanto mais falasse, mais irá complicar a vida do ex-presidente Lula.

De acordo com a defesa do ex-presidente Lula, os e-mails apresentados pelo empresário Marcelo Odebrecht não serviriam para fazer qualquer prova contra o petista e que não teriam tido a autenticidade evidenciada pelo laudo da Polícia Federal". Entretanto, vale ressaltar que as provas já foram incluídas em outros processos no âmbito das investigações da Operação Lava Jato, como, por exemplo, o caso referente à aquisição do sítio de Atibaia, no interior de São Paulo, e que teria sido utilizado pelo ex-presidente Lula.