O ministro Gilmar Mendes está inconformado com as decisões do juiz federal Sérgio Moro, e na sessão do Supremo Tribunal Federal (STF), desta quarta (11), já proferiu vários ataques contra o juiz.

Para o ministro, o tribunal está emponderando pessoas da Lava Jato, e isso está sendo prejudicial para a história do STF. Ao citar o episódio dos advogados Fernanda Tórtima e Marcelo Miller, no caso JBS, Mendes falou que a corrupção entrou na Procuradora-Geral da República (PGR).

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Em vários pontos de seu discurso, o ministro atacou a Lava Jato e se mostrou impaciente com os colegas que protegem a operação.

A sessão é o julgamento do mérito do habeas corpus do ex-ministro Antonio Palocci, mas vários outros assuntos foram abordados pelos ministros para defenderem suas teses.

Gilmar Mendes chegou a fazer acusações graves contra Moro e o juiz Marcelo Bretas. Segundo ele, os dois juízes combinaram de transferir o ex-governador Sérgio Cabral para Curitiba, para dar um passa-moleque nele.

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O ministro entendeu que a decisão de Moro foi uma afronta contra os seus preceitos. Pensando assim, ele determinou que Cabral voltasse para o Rio de Janeiro.

Falando com Deus

A impaciência de Mendes com Moro era tão notória, tanto que ele chegou a criticar todos aqueles que apostam e apoiam as decisões de Sérgio Moro.

Ao mencionar que as prisões cautelares decretadas pelo magistrado estão se tornando definitivas, o ministro falou que só está faltando criarem uma Constituição da República de Curitiba.

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Lava Jato Sergio Moro

Indignado e revoltado com o juiz paranaense, ele pergunta: "É isso que se quer? Este sujeito fala com Deus?"

Mendes aparentava grande ódio do juiz e chegou a falar em tom de ironia que será necessário criar um Código Penal de Curitiba e sugeriu que se extermine a Constituição.

O ministro Marco Aurélio Mello também caminhou com os mesmos pensamentos de Mendes e disse que o habeas corpus é um benefício constitucional e o tribunal não pode ser rigoroso a ponto de negar isso ao réu.

Um fato mencionado pelo "O Antagonista" é que o habeas corpus de pessoas pobres não foram citadas, apenas dos poderosos.

Voto da presidente

A presidente do STF, ministra Cármen Lúcia, ficou com a decisão do desempate.

Nas suas palavras, ela comentou que sabe da importância e da grandeza do habeas corpus, isso é algo que não está sendo discutido, declarou.

Contundente, a ministra votou contra a concessão do habeas corpus ao ex-ministro.

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