Ao estar ciente de toda a importância que o atual momento atravessa, em face a um dos julgamentos mais polêmicos na próxima quarta-feira (4), a presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, resolveu fazer um pronunciamento relacionado ao caso do julgamento do habeas corpus preventivo impetrado pela defesa do ex-presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva.

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Há menos de quarenta e oito horas para o julgamento do mérito do caso, após o desencadeamento de muita "tensão" e repercussão em todo o País, a presidente da Suprema Corte brasileira, no papel de guardiã da Constituição Federal, foi contundente ao afirmar nesta segunda-feira (2) que o Brasil não pode continuar vivenciando momentos que podem culminar em uma verdadeira "fonte de desordem social", por meio de "diferenças ideológicas" e que a "violência não deve ser considerada justiça".

Presidente do STF se manifesta

A presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), magistrada Cármen Lúcia, se expressou em um pronunciamento que será transmitido pela TV Justiça. Cármen Lúcia foi enfática ao considerar que o país "vive tempos de intransigência e intolerância com pessoas e instituições públicas e por esta razão, este deve ser um tempo em que se há de pedir serenidade, inclusive, para que as diferenças ideológicas existentes não acabem resultando em fontes de desordem social".

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O discurso da presidente da Suprema Corte brasileira ocorre em meio à toda tensão em face do julgamento do habeas corpus preventivo do ex-presidente Lula. O ex-mandatário petista foi condenado em segunda instâncias, a pena de doze anos ee um mês de prisão em regime fechado, por crimes de lavagem de dinheiro e corrupção passiva, no âmbito das investigações da Operação Lava Jato, da Polícia Federal, pelo caso do tríplex no Guarujá. Lula foi condenado pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região.

A "pressão" sobre o Supremo é também resultado de manifestações da sociedade civil organizada e do próprio Poder Judiciário, para que se mantenha a possibilidade de prisão para condenados após esgotados todos os recursos em tribunais de segunda instância, conforme rege a atual jurisprudência da Suprema Corte. Vale ressaltar que mais de cinco mil juízes e membros do Ministério Público expressaram, por meio de um manifesto, a decisão de que se mantenha a possibilidade de decretação de prisão após segundo grau.

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