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A ministra do Supremo Tribunal Federal (STF) Cármen Lúcia assumirá nesta próxima sexta-feira, 13 de abril, a Presidência do Brasil. Enquanto Michel Temer estiver viajando, a ministra terá o importante papel de assumir o Planalto por dois dias. Pelas leis eleitorais, Rodrigo Maia não pode assumir.

No entanto, um fato chama atenção. Já nesta sexta-feira, Cármen Lúcia se encontrará com o ministro da Defesa, o general Joaquim Silva e Luna e a advogada-Geral da União, Grace Mendonça. A questão é que o motivo da reunião não foi revelado e ainda não sabe-se se ocorrerá no gabinete do Supremo ou no Palácio do Planalto.

Cármen Lúcia teve um papel muito importante neste últimos dias. A ministra foi a responsável por dar o voto de minerva no julgamento do habeas corpus do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

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Com o recurso negado, o ex-presidente foi preso pela Polícia Federal no último dia 7.

A ministra chegou a ser atacada em sua residência, localizada em Belo Horizonte, por diversos militantes do Partido dos Trabalhadores que jogaram tinta vermelha no prédio, assustando os moradores e causando terror. Na ocasião, Cármen não estava no apartamento.

A presidente do Supremo também mantem uma forte decisão a respeito de prisões após condenação em segunda instância. A defesa de Lula tentou colocar em pauta a rediscussão do caso, porém Cármen negou o pedido. O desejo dos advogados é que os ministros tratem novamente da questão e mudem o entendimento, dessa forma, Lula poderia se livrar da cadeia rapidamente.

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Em 2016, os ministros do STF estabeleceram que prisões após condenação em segunda instância podem acontecer.

Cármen foi pressionada de diversas formas, tanto pelos seus colegas da Corte, advogados e partidos políticos. A ministra mostrou-se firme em suas decisões.

Lula na prisão

A prisão do líder do PT mobilizou diversos militantes. Lula teve dificuldades para se entregar a Polícia Federal e o ato só aconteceu faltando poucos minutos para que sua situação na Justiça não piorasse ainda mais.

O petista foi condenado pelos desembargadores do Tribunal Regional Federal da 4° Região em 12 anos e um mês de cadeia. Lula é acusado de crimes de corrupção e lavagem de dinheiro. Outros processos circulam na Justiça contra o ex-presidente.

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Lula se tornou o primeiro político a ocupar o mais alto cargo no governo sendo preso por crime comum.

A defesa de Lula busca recursos parar tirar o petista o mais rápido da cadeia.