O juiz federal Sérgio Moro ministrou uma aula para alunos da PUC do Rio Grande do Sul e fez vários comentários de críticas contra a lentidão da Justiça Brasileira. Sem mencionar o ex-prefeito de São Paulo, Paulo Maluf, o juiz citou o caso dele como um exemplo da sucessão de recursos que retardam as punições. A fala do juiz vem num momento crucial em que o ministro Dias Toffoli pode tentar passar por cima de Edson Fachin se utilizando do caso Maluf e abrir caminhos para o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ser solto.

De acordo com Moro, o excesso de recursos para a defesa de um suspeito de crimes acaba gerando impunidade. Conforme aconteceu com Paulo Maluf, o juiz lembrou que pessoas que deveriam cumprir penas lá atrás acabam se apropriando dos recursos e quando estão em idade avançada é que vão presos. Daí surgem outros problemas: o condenado alega que está muito idoso para ficar preso, começam a aparecer doenças e a Justiça, às vezes, acaba fornecendo um habeas corpus.

Apenas para ressaltar, Maluf chegou a ficar preso alguns dias, porém, foi transferido para uma prisão domiciliar. A decisão foi do ministro Dias Toffoli que viu o caso de saúde dele como grave e atendeu o pedido dos advogados. Nesta quarta (11), na Corte, será julgado o mérito do habeas corpus pedido do ex-prefeito de São Paulo.

Peculiaridade

Conforme as informações do jornalista Josias de Souza, o caso envolve uma peculiaridade.

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Sergio Moro

Maluf teve a prisão decretada por Edson Fachin, que é o relator da Lava Jato. A liminar de Dias Toffoli acabou atravessando a decisão do relator. Além disso, no habeas corpus impetrado pela defesa de Maluf há também um pedido de impedimento contra Edson Fachin.

Se os ministros aceitarem o impedimento dele, Fachin não poderá voltar no caso de Maluf, dessa forma, ele ganharia o habeas corpus e abriria espaço para outros réus da Lava Jato.

Como interpretou o "Antagonista" seria como tirar Fachin do caminho e dar liberdade para todos os presos da Lava Jato. Lula poderia ser beneficiado com o a soltura de Maluf, pois Fachin poderia ficar impedido de julgá-lo também.

Procuradores estão vendo isso como uma "emboscada".

Críticas

A sessão desta tarde na Corte promete vários ataques contra Sérgio Moro, vindo principalmente da trinca: Ricardo Lewandowski, Gilmar Mendes e Dias Toffoli.

Além do caso Paulo Maluf, os ministros decidirão sobre Antonio Palocci, que está preso por determinação de Moro.

Conforme o "Antagonista", às vezes parece que tudo se acalmou no STF, porém, novas manobras surgem para tentar uma forma de beneficiar o ex-presidente Lula.

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