Nesta última quarta-feira, 11 de abril, o juiz federal Sergio Moro ouviu o empreiteiro Marcelo Odebrecht em depoimento requerido pela defesa de Luiz Inácio Lula da Silva. Juntamente com o juiz, esteve o advogado Cristiano Zanin, que faz a defesa do petista. O depoimento trata de e-mails que estavam no computador de Odebrecht. O empreiteiro conta que está avaliando cerca de 600 mil documentos para colocar em jogo na sua delação premiada.

Logo no início da sessão judicial, ocorreu alguns minutos de uma tensa discussão entre Zanin e Moro.

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No momento em que o juiz estava abrindo a sessão, Cristiano Zanin interrompeu, dizendo que a defesa de Lula não teve acesso suficiente aos documentos que estão no comando da Polícia Federal. É possível notar que Sergio Moro ficou irritado com as especulações do advogado.

Zanin disse que não estava com todos os elementos necessários para fazer a defesa e que seu cliente estaria sendo prejudicado por conta disso. Sergio Moro rebateu dizendo que o depoimento de Odebrecht estava sendo realizado justamente por causa do pedido da defesa de Lula.

No entanto, Zanin deu a entender que não queria fazer perguntas na sessão, pois faltariam documentos.

Sergio Moro ficou indignado com a resposta do advogado. O juiz enfatizou que a audiência foi aberta justamente por conta das perguntas da defesa e que isso estaria sendo uma ''brincadeira'' feita pelos advogados de Lula.

Zanin logo respondeu: ''não é brincadeira''.

Moro diz que as mensagens estavam nos autos, enquanto Zanin diz que não teve acesso.

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O advogado de Lula continua afirmando que deseja ter acesso aos documentos na íntegra.

No vídeo a seguir, logo no início, é possível ouvir toda a discussão entre o juiz federal e o defensor de Lula.

A discussão se encerra no momento em que Moro determina o início da audiência. Cristiano Zanin conseguiu acesso a todos os documentos que desejava após liberação do juiz.

O empreiteiro Marcelo Odebrecht está estudando formas para conseguir diminuir seu tempo de pena e colocar comparsas na cadeia.

O delator afirmou que se continuar falando, irá complicar ainda mais a vida de Lula. O ex-presidente foi preso no último sábado, 7 de abril, pela Polícia Federal. Lula está em Curitiba, na Superintendência da PF.

O petista é o primeiro ex-presidente preso por crime comum. Sergio Moro decretou a prisão de Lula no último dia 5, no entanto, a militância de seu partido mostrou resistência, e a prisão só ocorreu no sábado.

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