A Procuradora-Geral da República Raquel Dodge está em Paris, e nesta sexta feira (27) comentou sobre o acordo de delação premiada firmado entre o ex-ministro do governo Lula e Dilma Rousseff com a Polícia Federal. Antonio Palocci tentava há muito tempo fechar colaboração premiada, porém encontrou uma série de dificuldades no caminho. Finalmente na última quinta-feira (26), a Polícia Federal fechou o acordo com o ex-ministro, preso pelas investigações da Operação Lava Jato.

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Acontece é que a luta de Palocci não termina por aí. Mesmo conseguindo fechar delação, a Procuradoria e a Polícia Federal discordam em alguns termos. Raquel Dodge disse que como as negociações não foram firmadas na 'jurisdição de Brasília', a Procuradoria analisará cada mínimo detalhe do acordo. Com isso, Palocci poderá ser surpreendido com a posição da chefe do Ministério Público Federal (MPF).

Dodge avaliou não conhecer o caso e disse que seu gabinete terá que examinar com todo o cuidado possível este documento.

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Lula PT

É possível que a procuradora tente modificar algum termo da delação.

O ex-ministro do Partido dos Trabalhadores (PT) foi um homem de confiança para o ex-presidente Lula. No momento, tanto Palocci quanto o ex-presidente encontram-se presos. Palocci ameaçou entregar fatos relevantes envolvendo Lula, complicando mais ainda os processos aos quais o petista responde na cadeia. Antes amigo e agora inimigo, Palocci chegou a revelar um 'pacto de sangue' entre Lula e a empreiteira Odebrecht.

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O juiz federal Sergio Moro segue ouvindo atento aos depoimentos.

Palocci está preso desde 2016 na carceragem da Polícia Federal em Curitiba, Paraná. O petista foi condenado a 12 anos de prisão por crimes de lavagem de dinheiro e corrupção ativa. O ex-ministro intermediava contratos ilícitos com a Odebrecht, o resultado de tais contratos chegou a rechear os cofres do PT em R$ 300 milhões.

Devido à discordâncias entre a Procuradoria e a Polícia Federal, em outras ocasiões o Supremo Tribunal Federal (STF) precisou se posicionar sobre os casos.

Para que a delação aconteça, a Justiça precisa homologar o acordo de Palocci com a PF.

O ex-presidente Lula, um dos nomes poderosos citados por Palocci, está preso na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba. Lula enfatiza que é vítima de uma emboscada e que não cometeu nenhum crime. O petista é réu em diversos processos na Justiça e tenta se livrar da cadeia o mais rápido possível.

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