Na próximo quarta-feira, dia 4, o futuro do ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva (PT) estará nas mãos dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). O julgamento do habeas corpus do petista irá definir se ele cumprirá sua condenação na prisão após ser condenado em segunda instância ou terá o privilégio da liberdade enquanto tramitam os possíveis recursos.

Ainda não há uma prévia do que acontecerá na próxima quarta-feira.

A ministra Rosa Weber terá um importante peso na sessão e seu voto poderá ser determinante no rumo do petista. Por outro lado, o ministro gilmar mendes mostra-se contra a prisão de Lula e tentará colocar em julgamento não apenas o habeas corpus em si, mas prisões após condenação em segunda instância.

Lula foi condenado pelo Tribunal Regional Federal da 4° Região. Segundo o entendimento do Supremo em 2016, a pena poderá ser executada imediatamente após decisão em segunda instância.

No entanto, o caso de Lula fez com que ministros do Supremo, juntamente com pedidos da defesa, tentassem de tudo para rediscutir o tema e mudar o entendimento. Tudo para salvar Lula da cadeia.

Aproveitando-se da ocasião, Gilmar Mendes explicou para a jornalista Miriam Leitão, do portal do jornal “O Globo”, que o habeas corpus de Lula será julgado como uma ação subjetiva, não objetiva. O ministro quer elevar a tensão e colocar em pauta prisões após condenação em segunda instância, indo contra a presidente do Supremo, Cármen Lúcia, que em diversas ocasiões avaliou não colocar o tema na mesa.

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Lula

Caso seja rediscutido, não é apenas Lula que se beneficia da ação do ministro, mas diversos outros condenados na Justiça em diferentes crimes poderão ganhar o direito de liberdade, não indo para a cadeia devido ao possível novo entendimento.

Segundo informações do portal O Antagonista, o ministro Mendes estará exercendo um “golpe” dentro do Supremo, sendo o comandante da ação. O ministro já tem um histórico de soltura de condenados.

Ele aprovou diversos habeas corpus e conseguiu tirar da cadeia investigados na Operação Lava Jato. Nas redes sociais, não é difícil encontrar repúdio da opinião popular contra o ministro.

Mendes precisa de ajuda da Polícia Federal durante voou

No dia 27 de janeiro passado, o ministro foi hostilizado durante um voou comercial. É possível ver imagens divulgadas em redes sociais que passageiros da aeronave gritaram e direcionaram palavras de revolta contra o ministro do Supremo.

A insatisfação das pessoas é evidente, os passageiros utilizaram câmeras celulares e registraram o momento vergonhoso do ministro.

Entre as frases, as pessoas citam que Mendes é uma vergonha para a população brasileira. Funcionários da companhia aérea enfatizaram no alto-falante que buscariam ajuda da Polícia Federal para resolver quaisquer diferenças durante o voo.

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