A força-tarefa de trabalho de investigação da maior operação anticorrupção em toda a história contemporânea do Brasil e uma das maiores já implementadas em todo o planeta, a Operação Lava Jato [VIDEO], da Polícia Federal [VIDEO], se manifestou contundentemente por meio de uma nova ação e estratégia traçadas. Elas têm vistas ao processo que culminou na assinatura de um acordo de colaboração premiada firmado entre a Polícia Federal e o ex-ministro da Fazenda petista Antônio Palocci Filho.

Vale ressaltar que a assinatura do acordo de delação premiada entre Polícia Federal e Palocci se concretizou por meio de negociações com a força-tarefa da Operação Lava Jato.

Ela é julgada em primeira instância no Paraná na 13ª Vara Criminal da Justiça Federal de Curitiba,. A Lava Jato é julgada em primeiro grau pelo juiz federal Sérgio Moro.

Derrota da Segunda Turma do Supremo

Após a polêmica decisão tomada esta semana pela Segunda Turma do STF (Supremo Tribunal Federal), a mais alta instância do Poder Judiciário brasileiro, em relação à remessa do conteúdo da colaboração premiada de ex-executivos da empreiteira Odebrecht para a Justiça Federal do estado de São Paulo, a força-tarefa da Operação Lava Jato, sediada em Curitiba, no estado do Paraná, tomou uma forte determinação.

Isso foi ao conseguir firmar um acordo de delação premida entre o ex-ministro Antônio Palocci e a Polícia Federal. Entretanto, vale lembrar que grande parte do conteúdo da delação premiada dos empreiteiros da Construtora Odebrecht se deve à participação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no mega esquema de corrupção da Petrobras.

Lula já foi condenado em um dos processos investigados, em se tratando do caso da aquisição do apartamento tríplex do Guarujá (SP), por meio de remessas ilegais por meio de recursos ilícitos provenientes da maior estatal brasileira, a Petrobras.

Porém, a assinatura do acordo de colaboração premiada entre Polícia Federal e o ex-ministro Antônio Palocci praticamente enterra o golpe dado pela Segunda Turma de ministros do Supremo contra a prisão após a condenação em segunda instância, como Ricardo Lewandowski, José Antonio Dias Toffoli e Gilmar Mendes, de acordo com informações repassadas pelo site O Antagonista.

A posição é favorável a Lula, que poderia, assim, sair da cadeia. A ação da Segunda Turma tirou depoimentos de ex-executivos da Odebrecht da 13ª Vara Federal de Curitiba e os transferiu para a Justiça Federal de São Paulo.

A delação premiada de Palocci pode se tornar extremamente explosiva e causar enorme preocupação ao PT, a ex-presidente Dilma Rousseff e ao ex-presidente Lula, o que pode complicar ainda mais a situação do ex-mandatário petista já preso na Superintendência da Polícia Federal, em Curitiba.

A Polícia Federal já teria informações como os pagamentos de propina teriam se concretizado e já poderia provar todo o caminho do dinheiro.