O juiz Sérgio Moro concedeu uma resposta categórica às insinuações realizadas pela defesa do ex-presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva. A defesa do ex-mandatário petista, em relação à decretação da prisão contra o ex-presidente, teria argumentado que o juiz Sérgio Moro não teria aguardado o julgamento dos "embargos dos embargos", como último recurso judicial no Tribunal Regional Federal da Quarta Região (TRF4), sediado em Porto Alegre, no estado do Rio Grande do Sul.

A ordem de prisão expedida pelo juiz Sérgio Moro foi decretada nesta quinta-feira (05), um dia após o julgamento que culminou na rejeição do habeas corpus preventivo impetrado pela defesa, juntamente ao Supremo Tribunal Federal. Os correligionários e aliados do ex-presidente petista acabaram sendo surpreendidos pela decisão do magistrado paranaense que conduz a força-tarefa de investigação da Operação Lava Jato em primeira instância, a partir de Curitiba, no estado do Paraná.

Sérgio Moro se manifesta sobre situação judicial dos embargos

O juiz Sérgio Moro, num gesto rápido, ao responder às críticas provenientes de advogados de defesa ligados ao ex-presidente Lula e apoiadores, afirmou enfaticamente que "os hipotéticos embargos de declaração de embargos de declaração constituiriam tão somente uma patologia protelatória e que, na verdade, deveria ser algo eliminado do mundo jurídico".

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Lava Jato Lula

As afirmações do magistrado serviram para afastar quaisquer dúvidas acerca de sua decisão tomada a respeito da decretação de prisão do ex-presidente da República.

Vale salientar que o despacho do juiz Moro determina que aos setenta e dois anos de idade, o ex-presidente Lula deve apresentar-se até as 17 horas de sexta-feira (06), na sede da Polícia Federal, em Curitiba, para o cumprimento de sua pena de doze anos e um mês de prisão em regime fechado.

O processo remonta à aquisição do apartamento de luxo Tríplex do Guarujá, obtido por meio de recursos públicos ilicitamente, através de corrupção e lavagem de dinheiro.

O juiz Sérgio Moro destacou ainda, que "não caberiam mais recursos com efeitos suspensivos juntamente ao Egrégio Tribunal Regional Federal da Quarta Região". Na presente decisão, o magistrado ressalta que foi comunicado pelo Tribunal Regional Federal da Quarta Região (TRF4), que é o Tribunal de segunda instância que julga os processos e as decisões proferidas por Sérgio Moro na Lava Jato, para que seja cumprida a ordem de prisão.

O ex-mandatário petista deverá se apresentar à Polícia Federal, tendo uma cela especial à disposição, na capital paranaense.

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