O vídeo gravado recentemente pela senadora paranaense e presidente nacional do Partido dos Trabalhadores (PT), Gleisi Hoffmann, continua rendendo grande polêmica e repercussão extremamente negativa em todo o país, após a divulgação da gravação nas redes sociais. A petista gravou o depoimento dirigido aos países árabes, ao tentar denunciar a situação enfrentada pelo ex-presidente da República [VIDEO], Luiz Inácio Lula da Silva.

Vale lembrar que o ex-mandatário petista encontra-se preso nas dependências da Superintendência da Polícia Federal, em Curitiba, capital do estado do Paraná e sede em primeiro grau, da maior operação anticorrupção em toda a história contemporânea do país, a Operação Lava Jato [VIDEO], já reconhecida como uma das maiores operações já desencadeadas em todo o mundo.

Lula foi preso por determinação do juiz Sérgio Moro, a partir da décima terceira Vara Criminal Federal do Paraná. O petista enfrenta um pena estipulada de doze anos e um mês de prisão em regime fechado, pela prática de crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, no âmbito das investigações da força-tarefa da Lava Jato, em se tratando do mega esquema de corrupção que acarretou a "sangria dos cofres públicos da maior estatal brasileira, a Petrobras.

Decisão após vídeo polêmico

A procuradora-geral da República e chefe do Ministério Público Federal, Raquel Dodge, após tomar conhecimento do vídeo gravado pela senadora Gleisi Hoffmann e dirigido às populações árabes e muçulmanas, solicitou, de modo contundente, que seja aberto um procedimento para análise minuciosa e apuração a respeito do vídeo divulgado pela rede de televisão do Qatar, Al Jazeera, considerada a maior rede de televisão voltada para notícias de todo o Oriente Médio.

O procedimento determinado pela procuradora-geral irá dar resposta em relação à abertura ou não de uma investigação contra a presidente nacional do PT, em virtude do vídeo que culminou em críticas por parte de setores da população e do Congresso Nacional.

Um pedido de representação contra a senadora Gleisi Hoffmann foi encaminhado pelo deputado federal Major Olímpio (PSL-SP). De acordo com o parlamentar, a petista teria se dirigido ao "mundo árabe" para afirmar que o ex-presidente Lula teria sido condenado por parte de "juízes considerados parciais em um processo ilegal". A senadora afirmou ainda, que o ex-presidente Lula seria um "preso político".

Numa etapa considerada preliminar, a Procuradoria-Geral da República certifica que teria recebido a representação criminal e que seja determinado a um membro integrante do órgão a realizar "um procedimento considerado prévio, em relação à busca de informações de caráter preliminar e deliberação a respeito de uma eventual instauração de procedimento investigatório", cujo prazo para conclusão, é de cerca de trinta dias.

Glesi Hoffmann tentou se defender no Senado Federal, ao afirmar que já teria dado entrevistas para emissoras europeias e de vários outros países do mundo, além de ter classificado o episódio envolvendo sua entrevista ao canal de notícias árabe, como "xenofobia direcionada aos povos daquela região".