A presidente e ministra do Supremo Tribunal Federal (STF) [VIDEO]assumirá, neste próximo dia 4 de abril, a importante liderança na sessão que julgará o habeas corpus do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Devido a tamanha pressão popular de movimentos cívicos, tanto contra e em prol de Lula, Cármen achou melhor se pronunciar para diminuir a possibilidade de conflitos envolvendo os ministros da Corte.

O pronunciamento da ministra chamou atenção pelo pedido de ''serenidade'' e aceitação de ''diferenças ideológicas'' na sociedade. No entanto, logo após discursar, uma enxurrada de críticas partiu contra a presidente do Supremo, responsável por colocar em pauta o habeas corpus do petista.

Em uma forte reportagem escrita no portal ''Veja'', logo após declarações polêmicas, diversos pontos foram questionados no discurso de Cármen. Entre as questões pontuadas estavam as prisões após condenação em segunda instância, que ganharão ''corpo'' com o julgamento do hc de Lula.

No texto, baseou-se na teoria da cientista política Kathleen Bawn, em que prisões após condenação em segunda instância não seriam uma ''questão ideológica'', como foi definida por Cármen. O fato é que não existem teorias em ''trânsito julgado'', pois a sociedade e a Lei enfatizam que todos devem ser iguais perante a Constituição.

No texto do jornalista, ele deixa claro que Cármen Lúcia [VIDEO] está usando ''diferenças ideológicas'' para pautar algo que vai muito além disso. O desejo das pessoas é que todos sejam iguais perante a Lei, não tendo ninguém superior na Justiça capaz de mudar o entendimento da Constituição.

As redes sociais exercem grande função neste momento de tensão em que o Brasil está vivendo, pessoas expõem sua opinião política através do Facebook e as urnas eletrônicas serão o momento de mudar a situação. No entanto, as consequências das leis envolvem cada um da sociedade, e a pressão exercida sobre o Supremo não seria para tratar apenas o ''julgamento de Lula'', mas sim da impunidade que ronda o sistema e que incomoda a população.

Revolta nacional

A Supremo deve manter-se firme a tensão exercida pela sociedade. Os ministros terão papel fundamental na democracia e a decisão final poderá mudar a forma como as pessoas observam as leis. Procuradores, juízes e promotores também fazem parte da manifestação cívica marcada por diferentes movimentos. Deltan Dallagnol, coordenador da força-tarefa da Lava Jato, contou que estará em greve de fome até a decisão final no STF. O momento é impactante e acontecerá amanhã, dia 4 de abril.