Uma situação inusitada foi publicada neste sábado (21), pelo jornal Metrópoles em Brasília. Deputados e Senadores vinculados ao Partido dos Trabalhadores (PT) resolveram cobrar do Congresso Nacional, as despesas oriundas de atos realizados contra a prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O petista encontra-se em Curitiba, no Paraná, após ser condenado pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro, apurados pela Operação Lava Jato.

Segundo a reportagem, os referidos gastos são provenientes de eventos ocorridos na cidade paulistana de São Bernardo dos Campos, mais precisamente no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, entre os dias 5 e 6 de abril, local este em que o ex-presidente esteve realizando um ato antes de sua prisão.

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No entanto, outros valores também foram constatados na capital paranaense, onde Lula permanece preso desde o dia 7 desse mês.

A publicação deixou em evidência, sete parlamentares que requereram o reembolso da quantia de R$ 3.769,45. Todavia, os valores tendem a aumentar, uma vez que as bancadas petistas têm a disponibilidade de 90 dias para apresentar às referidas Casas Legislativas, os documentos que atestam a veracidade dos gastos, porém o Congresso esclarece que somente serão atribuídos os ressarcimentos, as despesas com previsão legal.

Despesas parlamentares

Entre várias situações elencadas, há pagamentos de pedágios, combustível para veículos automotores, prestação de serviços utilitários, ou seja, táxi e Uber, refeição como pão de queijo entre outros lanches, passagens aéreas compradas de vésperas conforme sinalizaram alguns os políticos abaixo:

O senador Humberto Costa (PT-PE) realizou viagens de Brasília para a capital paulista em seguida embarcou para Recife ao custo de R$ 1.463,78.

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O político alegou via assessoria, que o seu deslocamento para São Paulo foi meramente profissional. Na verdade, cumprindo com suas atividades parlamentares em seguida, retornou a sua cidade natal, usufruindo de sua cota parlamentar.

Enquanto a deputada Maria do Rosário (RS) utilizou R$ 135,36 de transporte Uber entre São Paulo e a cidade de São Bernardo nos dias 6 e 7. Atribuiu o deslocamento em função de atividades políticas parlamentares e enfatizou sua dedicação exclusiva aos princípios éticos e regimentais da Câmara dos Deputados.

Já o parlamentar Sibá Machado (PT-AC) comprou passagem aérea de véspera, também no dia 7, pelo valor de R$ 580,06 referente o trecho Brasília a São Paulo. Ao chegar utilizou um táxi, partindo do hangar do Aeroporto de Guarulhos até o ABC ao custo de R$ 228,42.

Além disso, os deputados Nelson Pellegrino (PT-BA), Paulo Teixeira (PT-SP), Vicente Cândido (PT-SP) e o ex-presidente da Câmara Marco Maia (PT-RS) também utilizaram conduções sejam elas áreas, terrestre ou cumulativas, para se reunirem ao ex-presidente Lula, entre os dia 5 a 7 de abril, no ABC paulista.

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Não há fiscalização

A reportagem também foi categórica ao informar que a aplicação mensal de cotas vinculadas aos parlamentares, não sofre fiscalização e seus valores, são alterados conforme os estados de origem. Com relação aos comprovantes de despesas, ressalta-se que somente são verificados pelo Congresso Nacional quando os gastos diverge dos previstos em Lei. Ademais, a responsabilidade para com a veracidade das informações são de exclusividade dos próprios parlamentares.

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