As investigações que ocorrem no âmbito da força-tarefa da Operação Lava Jato [VIDEO], que é considerada a maior operação anticorrupção em toda a história contemporânea brasileira, além de já ser reconhecida como uma das maiores operações já desencadeadas em todo o planeta, em se tratando do combate a crimes de "colarinho branco", também acarretou algumas preocupações consideradas da mais alta relevância, em relação aos magistrados que são responsáveis pela implementação das investigações.

Trata-se do juiz Sérgio Moro, titular da décima terceira Vara Criminal da Justiça Federal de Curitiba, no estado do Paraná e o ministro do Supremo Tribunal Federal e relator da Lava Jato na Suprema Corte, Luiz Edson Fachin.

Ambos os magistrados estão tomando cuidados que devem ser levados com extrema seriedade, devido ao fato de combate à corrupção desenfreada que ocasionou a "sangria" dos cofres públicos, especialmente, proveniente da maior estatal brasileira, a Petrobras. Um dos casos mais emblemáticos e polêmicos que tramita no âmbito da Operação Lava Jato é a condenação e prisão do ex-presidente da República [VIDEO], Luiz Inácio Lula da Silva, o que acabou acirrando os ânimos de petistas e apoiadores, descontentes com o papel desempenhado pela Justiça.

Momentos de alta 'tensão'

Para que se possa ilustrar o dia a dia dos magistrados responsáveis pela Operação Lava Jato, vale lembar que o juiz Sérgio Moro, há cerca de quatro dias anteriores à prisão do ex-presidente Lula, se dirigiu a um dos principais restaurantes da capital paranaense, onde pôde sentar em um local afastado, longe dos holofotes.

O magistrado, embora num local em que estivesse de costas para o movimento, não se sentia confortável por não ter uma visão do que se passa no restaurante, apesar de toda a segurança realizada por agentes federais. Conforme o local praticamente vazio estivesse enchendo de pessoas, o magistrado parecia estar incomodado por não conseguir visualizar o movimento. Sérgio Moro se encontrava como um cidadão comum, em busca de privacidade para tomar uma taça de vinho, ao driblar o rigoroso esquema de segurança para protegê-lo.

Em uma outra situação análoga ao que se passou com Moro, em Brasília, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Edson Fachin, justamente quatro dias após a prisão do ex-presidente Lula, cumpre sua rotina diária, ao fazer caminhadas, embora, sem participar de festas ou de agendas sociais na capital federal. Vale lembrar que quando Edson Fachin não está no trabalho, Supremo Tribunal Federal, encontra-se em sua residência. em seu prédio, seguranças estão atentos ao visualizar quem chega e quem sai do edifício e se são pessoas desconhecidas são abordadas.

Moro e Fachin acabam se tornando "prisioneiros" da Operação Lava Jato, cada um à sua maneira. Geralmente, são alvos de militantes petistas enfurecidos e de outras organizações radiciais. E recebem ameaças constantemente. Por questões de segurança, preferem não comentar sobre isso.