Diante da intrincada situação a que se encontrou todo o processo de implementação de ações da Polícia Federal para que se fizesse valer o cumprimento do mandado de prisão contra o ex-presidente da República [VIDEO], Luiz Inácio Lula da Silva, expedido pelo juiz federal Sérgio Moro, toda uma negociação foi desenvolvida para que a prisão do ex-mandatário petista fosse realmente concretizada.

Entretanto, a partir do momento em que o prazo designado pelo juiz Sérgio Moro para que Lula se entregasse não fosse cumprido, já que venceria após as 17 horas, restariam outras opções colocadas à mesa. Com o decorrer do tempo que já havia se esgotado, a sede do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo do Campo, na região metropolitana da capital paulista, se encontrava com um número de militantes que não permitiriam que se cumprisse o mandado de prisão.

Por esse motivo e com o risco de que as ações da Polícia Federal e, inclusive, a s ações desenvolvidas pela força-tarefa da maior operação anticorrupção na história do país, a Operação Lava Jato, não resultasse em nenhum risco de "desmoralização" da Justiça por parte do criminoso condenado, um verdadeiro plano B estava prestes a ser posto em prática.

Ação contundente

Um plano de contingência estava traçado, se Lula não se rendesse. Uma das ações a serem implantadas seri voltada para se realizar, após as seis horas da manhã de domingo. A sede do Sindicato dos metalúrgicos do ABC seria invadida pela Polícia Federal, para execução do mandado de prisão expedido pelo juiz Sérgio Moro. Ao estar em contato com os integrantes da Polícia Federal, o juiz Sérgio Moro se encontrava irritado com toda a "pajelança" organizada por Lula, com o intuito de alcançar "holofotes".

Porém, o acordo elaborado estava praticamente há pouco tempo de ser deflagrado e foi costurado no eixo São Bernardo-Brasília-Curitiba. Toda a negociação contou com uma conhecida figura política, o ex-ministro da Justiça do governo Dilma Rousseff, José Eduardo Cardozo. Ele teve um papel central nas negociações ao evitar que a situação de Lula se complicasse exponencialmente. Entretanto, ao se perceber que poderia estar desencadeando uma situação "teatral" por parte de Lula, com o intuito de se evitar sua prisão, o juiz Sérgio Moro habilmente resolveu dar um ultimato ao ex-mandatário petista.

Foram concedidos na tarde sábado um tempo limite de trinta minutos para que o ex-mandatário petista se entregasse aos agentes federais. A determinação do juiz Sérgio Moro foi decisiva para o ex-presidente saísse da sede do sindicato e fosse em direção a um dos veículos descaracterizados da Polícia Federal. O objetivo de Lula estava minado e o juiz Sérgio Moro se manifestava para a garantia do cumprimento do mandado de prisão contra o petista.