O juiz federal Sérgio Moro [VIDEO] tem se preocupado em fornecer o máximo de segurança para o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Para isso, criou algumas estratégias envolvendo os carcereiros que terão contato com o petista.

Para a Superintendência da Polícia Federal (PF), em Curitiba, proteger a privacidade do ex-presidente é algo fundamental e necessário para que nada seja visto como falhas dentro da Justiça Brasileira.

Conforme as informações do jornal "Zero Horas" do Rio Grande do Sul, foram definidos quatro pessoas para terem acesso à sala onde o ex-presidente se encontra, que fica no último andar do prédio.

No próprio sábado (7), quando já se esperava a chegada de Lula, o superintendente regional, Marcelo Leite Valeixo, seguindo as determinações de Moro, reuniu sua equipe e passou as coordenadas.

Ele determinou que apenas quatro policiais do alto topo da hierarquia teriam acesso direto ao ex-presidente.

Os policias incumbidos de acesso livre a Lula são, além de Marcelo Valeixo, o diretor-executivo da PF do Paraná, Roberval Ré Vicalvi, o coordenador da força-tarefa da Lava Jato dentro da corporação da PF, Igor Romário de Paula, e o chefe de escolta, Jorge Chastalo Filho.

Eles não terão a responsabilidade de ficar de plantão na porta da sala onde o condenado cumpre a pena. Isso será feito por dois ou três agentes, que manterão um revezamento.

Contato via rádio

Caso Lula precise de alguma coisa, ele terá que bater na porta, falar do que precisa e um dos agentes entrará em contato com seus superiores para que o ex-presidente possa ser atendido ou negado alguma coisa que ele queira. O contato com os superiores é via rádio.

Os policiais estão impedidos de usar celular enquanto custodiam Lula [VIDEO]. Tudo isso, é para que seja cumprida a ordem do juiz Sérgio Moro, que chegou a ser vista até como ameaças para agentes da PF.

Segundo fontes da própria PF, Moro teria dito as seguintes palavras: "Se vazar uma imagem dele (Lula) na SR (Superintendência Regional), vou para cima de vocês", declarou o magistrado.

Moro sabe da importância de tudo ser feito dentro da Lei para que não surjam confusões envolvendo os procedimentos tomados por ele.

Juíza Carolina

A juíza Carolina Moura Lebbos, da 12° Vara Federal de Curitiba, é uma das responsáveis em orientar os agentes sobre as regras da Superintendência Regional. Foi ela quem tomou a decisão polêmica de proibir que governadores fossem visitar Lula. Antes, ela teria consultado Sérgio Moro.