Um dos membros do Ministério Público Federal e um dos principais integrantes da força-tarefa de investigações da Operação Lava Jato, procurador Carlos Fernando dos Santos Lima, se manifestou, de modo consistente e enfático, em se tratando das supostas "ameaças" de punição ao procurador, provenientes de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), que estariam incomodados e extremamente descontentes com as críticas feitas por ele, após algumas votações e decisões da Suprema Corte totalmente "desconexas" com as expectativas expressadas por parcela majoritária da população brasileira, principalmente após manifestações da sociedade civil organizada.

Entretanto, o que se passa é que existiria uma séria possibilidade de que o Supremo Tribunal Federal (STF), dê abertura à possível investigação contra o procurador Carlos Fernando dos santos Lima, conforme apregoado pela imprensa, em especial através de informação veiculada pelo Jornal "Folha de São Paulo". De acordo com a imprensa, uma espécie de investigação de "ofício" poderia ser iniciada contra um dos mais destacados procuradores da Operação Lava Jato.

Vale ressaltar que a maior operação anticorrupção em toda a história do país e uma das maiores já desencadeadas em todo o mundo, a Operação Lava Jato, é conduzia em primeira instância pelo juiz Sérgio Moro, a partir da décima terceira Vara Criminal da Justiça Federal de Curitiba, no estado do Paraná. Carlos Fernando dos Santos Lima é parte integrante de todo o trabalho de investigação da força-tarefa que apura crimes relacionados a "colarinho branco" que acarretaram a "sangria" dos cofres públicos da maior estatal brasileira, a Petrobras.

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Lava Jato

Reação de Carlos Fernando às 'ameaças' de membros do Supremo

Alguns dos ministros integrantes do Supremo Tribunal Federal (STF) teriam confidenciado que o procurador Carlos Fernando teria "passados dos limites em relação às críticas proferidas por ele contra o Tribunal". Vale lembrar que a última critica de Carlos Fernando dos Santos Lima direcionada ao Supremo, se refere à decisão da Segunda Turma da Corte, por meio dos votos majoritários dos ministros José Dias Toffoli, Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski, que decidiram retirar trechos do conteúdo de delação premiada de ex-executivos da empreiteira Odebrecht.

Carlos Fernando foi contundente ao afirmar que "o que estaria acontecendo hoje seria o esperneio da velha ordem, já que precisaríamos perguntar qual seria o motivo pelo qual se sacrificaria o bom nome do tribunal".

Porém, após as tentativas de membros do Supremo em querer intimidá-lo, Carlos Fernando foi enfático ao escrever em seu perfil de uma rede social, que "punir a crítica somente demonstraria autoritarismo e seria incompatível com a liberdade de expressão, já que as decisões da Justiça, sejam elas de juízes ou de ministros, devem ser cumpridas, porém, não isentas de serem criticadas".

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