Nesta terça-feira (24), a Operação Lava Jato recebeu um forte golpe do Supremo Tribunal Federal (STF). Ministros retiraram de Sérgio Moro processos que envolvem o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva [VIDEO] sobre a aquisição de um terreno para o Instituto Lula e reformas no Sítio de Atibaia.

Investigadores da força-tarefa de Curitiba decidiram se reunir e analisar o impacto de tudo isso nas investigações e chegar a conclusão de qual deve ser os próximos passos. O juiz Sérgio Moro decidiu não se manifestar sobre o assunto.

Os ministros Ricardo Lewandowski, Gilmar Mendes e Dias Toffoli venceram na votação Edson Fachin e Celso de Mello.

Os três não querem que Sérgio Moro utilize nos seus trabalhos trechos de delações de ex-executivos da Odebrecht que falam do ex-presidente Lula.

Para esses três ministros, as informações dos delatores não devem ser analisadas pelo juiz porque não tem relação com a Petrobras e sairia, portanto, fora do alcance da Lava Jato [VIDEO].

A ação dos ministros acabou enfraquecendo investigações no Paraná. Os ministros decidiram enviar o processo para a justiça Federal de São Paulo e de Pernambuco.

Manifestações

O juiz federal Sérgio Moro avisou que não iria se manifestar sobre o caso, pelo menos por enquanto. Procuradores se reuniram para analisarem o impacto que isso pode causar em um processo que Moro já estava quase na etapa final. A Procuradora-Geral da República (PGR) afirmou que vai decidir se recorrerá ou não.

Na avaliação do Ministério Público Federal (MPF), toda a fraude na construção do Instituto Lula e reforma do sítio de Atibaia tem relação com a Petrobras porque foram pagas com propina de contratos fraudulentos da Odebrecht com a Petrobras.

Agora restará ao Ministério Público em São Paulo decidir se abre nova investigação com as informações dos delatores ou se apenas aproveita as informações para os processos já existentes. Moro pode pedir o compartilhamento dos dados.

Reação

O Exército não concorda com a corrupção e seus comandantes já afirmaram que o papel das Forças Armadas é manter a ordem no país. Cerca de 20 políticos terão cassados pelo Exército a Ordem do Mérito Militar que receberam. Os políticos são de vários partidos e todos foram condenados no Mensalão.

No ano de 2016, a Medalha do Pacificador também foi retirada dos mensaleiros. Segundo "O Antagonista", Lula e seus companheiros podem estar apavorados com o começo da reação dos Militares.