Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) estão julgando o pedido de liberdade de Antonio Palocci, ex-amigo e ex-ministro do governo Lula e Dilma. Nesta quinta-feira, 12 de abril, o presidiário terá uma resposta do Supremo sobre o seu habeas corpus. Logo após julgarem Lula, é a vez de Palocci tentar se salvar da cadeia.

Palocci foi preso através das investigações da Operação Lava Jato e se encontra na cadeia a cerca de um ano e meio. Há um tempo tentando que seu habeas corpus fosse julgado, o ex-ministro ficou revoltado quando Lula ''furou a fila'' e teve o recurso analisado primeiramente pelos ministros.

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O ex-chefe da Casa Civil também tentou de tudo para firmar um acordo de delação premiada com o Ministério Público Federal (MPF). No entanto, as tratativas foram exaustivas e o ex-ministro tenta uma delação diretamente com a Polícia Federal. A colaboração premiada com a PF acontece de forma sigilosa segunda informações do portal ''O Globo''.

Ameaçou entregar ministros

Próxima a resposta dos ministros do Supremo, Palocci fez uma ''ameaça'', dizendo para a PF que poderia entregar fatos comprometedores envolvendo dois ministros de tribunais superiores.

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Lula

Ainda não se sabe se as falas de Palocci irão influenciar com a decisão do Supremo de hoje. O nome dos dois ministros não foram revelados, mas prometem estar na delação de Palocci caso ele consiga fechar acordo com a PF.

Ontem, quarta-feira, 11 de abril, os ministros começaram a analisar o processo de Palocci por volta das 19 horas e 50 minutos. O ministro Edson Fachin, relator dos processos da Lava Jato no Supremo, afirmou que a liberdade de Palocci pode ocasionar danos a sociedade.

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Fachin analisou se havia necessidade da concessão do habeas corpus, no entanto não encontrou indícios para liberar o ex-ministro da cadeia.

A presidente do Supremo e ministra Cármen Lúcia dividiu o habeas corpus de Palocci em três votações: se o Plenário tinha competência para julgar o recurso; se o habeas corpus seria conhecido; e se o mérito do pedido seria acatado.

A procuradora-Geral da República Raquel Dodge se manifestou, avaliando que o habeas corpus não deveria nem ter sido colocado em julgamento.

Porém, Dodge disse que se for colocado para votação, o mérito deveria ser negado.

Antonio Palocci foi condenado em primeira instância pelo juiz federal Sergio Moro, em 12 anos e dois meses de prisão. Os crimes são de corrupção e lavagem de dinheiro envolvendo contratos da Petrobrás.

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