A notícia de que a ministra do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Nancy Andrighi, determinou que o inquérito que investiga Geraldo Alckmin (PSDB-SP) seja enviado à Justiça Eleitoral do estado causou alívio entre os tucanos.

Ao renunciar ao cargo de governador de São Paulo para concorrrer à Presidência da República nas eleições de outubro, Alckmin deixou de ter foro privilegiado. Com isso, poderia ser julgado em primeira instância da Justiça comum, o que poderia atrapalhar e até sepultar seus planos de chegar ao Planalto.

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As informações são do jornalista Gerson Camarotti, do canal GloboNews.

Com a decisão da ministra, o ex-governador paulista passa a correr o risco de ser condenado culpado pelo crime eleitoral de caixa dois, o que não inviabilizaria sua candidatura presidencial. Apesar do alívio em saber que as consequências judiciais não devem afetar a legalidade da candidatura do ex-governador, integrantes do PSDB admitem que as notícias veiculadas nos últimos dias darão munição aos adversários de Alckmin na disputa.

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PSDB

O partido se prepara para se defender das acusações que deverão ser levantadas nos debates e em programas eleitorais conforme a disputa pelo Planalto se intensifique. O pré-candidato é investigado após delatores da empreteira Odebrecht terem revelado à Justiça que a empresa repassou verba de caixa dois para financiar suas duas campanhas ao governo de São Paulo. Um dos delatores da empreteira afirma ter repassado dinheiro em espécie para o cunhado do ex-governador.

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Questionado por jornalistas nesta quarta-feira, dia 12, em Brasília, Alckmin fez pouco caso das delação, que afirmou ser algo “sem nenhuma procedência”. O pré-candidato ao Planalto tentou demonstrar tranquilidade, afirmando que isso “vai ficar claro” e que basta “aguardar um pouquinho”.

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