Após o julgamento do habeas corpus do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ocorrido nesta quarta (04), tendo sido negado o recurso solicitado pela defesa do petista, surgiram informações de que as próximas horas para o ex-presidente serão de grande tensão.

Os petistas decidiram marcar uma reunião de emergência no Instituto Lula e, segundo informações da Folha de São Paulo, advogados do líder do PT teriam comentado que ele pode ser preso nas próximas horas e que era necessário uma mobilização imediata.

O senador Lindbergh Farias já gravou vídeo e postou mensagens nas redes sociais, convocando toda a militância para irem até a cidade de São Bernardo do Campo, para dar forças ao ex-presidente e até mesmo formarem um cordão humano em torno da casa dele.

Lula foi condenado a 12 anos e 1 mês de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro no caso do triplex que fica na cidade de Guarujá. O imóvel teria sido reformado com dinheiro de propina oriunda de contratos fraudulentos de construtoras com a Petrobras.

O juiz federal Sérgio Moro ficou com o caminho livre para decretar, no momento mais propício, a prisão do petista.

Sessão do STF

A sessão desta quarta (04), na Corte, foi muito tensa e o resultado foi um placar muito apertado. Lula perdeu por 6 a 5. Rosa Weber, que seria a esperança dos petistas, votou contra o ex-presidente com o argumento de que deveria ser respeitada a jurisprudência do STF em relação à votação sobre a prisão após condenação em segunda instância, que foi decidida em 2016.

Ela ressaltou que quando o Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou o habeas corpus de Lula, estava apenas seguindo uma determinação do STF e não seria correto, o próprio STF ir contra a sua decisão de 2016.

Rumores nos bastidores

A presidente Cármen Lúcia [VIDEO] deu uma pausa para descanso e surgiram rumores no tribunal de que algum ministro poderia pedir vista no julgamento e impedir a prisão de Lula.

A ideia que surgiu entre alguns ministros favoráveis ao habeas corpus do petista é que um pedido de vista forçaria Cármen Lúcia a ter que pautar o tema da prisão provisória após condenação em segunda instância. Dessa forma, o STF [VIDEO] poderia conseguir livrar o ex-presidente e outros presos da Lava Jato.

Mesmo o pedido de vista não acontecendo, uma tentativa de manobra pode ter sido sentida na sessão de ontem por parte do ministro Marco Aurélio. Antes de terminar seu voto, ele pediu para Cármen Lúcia colocar nesse julgamento as ADCs. Cármen percebeu a tentativa e rapidamente retrucou.