O juiz federal Sérgio Moro, responsável pelas investigações da Operação Lava Jato [VIDEO], participou do evento Fórum da Liberdade, no Rio Grande do Sul, na PUC, na qual comentou sobre diversas polêmicas envolvendo as investigações. O decreto de prisão ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva trouxe maior visibilidade ao juiz que agiu de forma precisa, colocando na cadeia um dos nomes mais poderosos da política.

Moro foi recebido entre palmas e gritos de seus admiradores. O juiz começou relembrando toda a Operação Lava Jato e celebrou o Supremo Tribunal Federal (STF) que teve papel fundamental para que ele decretasse a prisão de Lula.

O Supremo rejeitou o habeas corpus impetrado pela defesa do ex-presidente.

No evento, Moro deu sua opinião sobre o regime militar. Conforme acontece um caos na política devido descobertas de crimes envolvendo parlamentares, há pessoas que lutam para que as Forças Armadas assumam a situação do Brasil. No entanto, Sérgio Moro deu um recado, dizendo que o momento é da democracia avançar e não ''voltar atrás'' com o regime militar. Moro disse: ''saudosistas, com todo o respeito equivocados''.

No mesmo evento, Moro também mandou um alerta aos juízes. O magistrado disse que não cabe esconder ''segredos sombrios do governo'' sendo que o papel do Judiciário não é este. Moro avaliou que os governados tem o total direito de saber o que acontece entre seus governantes e que guardar um segredo seria alto excepcional.

Desta forma, a sociedade omite sua própria opinião sobre os acontecimentos.

Apoiadores de Lula

Um grupo de militantes contrários à prisão do petista tentou entrar no saguão da universidade gritando palavras de ordem. Mesmo não conseguindo entrar no local do evento foi possível escutar os gritos e vaias. Houve um confronto verbal entre as pessoas que assistiam o evento.

Os apoiadores de Moro gritavam ''Lula ladrão'', enquanto em prol de Lula manifestantes gritavam ''Fora Moro'' e recitavam a música ''Apesar de Você'', de Chico Buarque.

A segurança da universidade teve que agir para evitar possíveis confrontos.

A prisão de Lula mobilizou militantes do PT que chegaram até a vandalizar a residência da ministra do Supremo Cármen Lúcia. [VIDEO]A Polícia Federal também teve dificuldades para levar Lula até a penitenciária de Curitiba, Paraná, lugar onde o ex-presidente se encontra cumprindo a pena de 12 anos e um mês, estabelecida pelos desembargadores do TRF-4.