O juiz federal Sérgio Moro, magistrado paranaense responsável pela condução da maior operação anticorrupção em toda a história recente do país e uma das maiores operações já implementadas em todo o planeta, a Operação Lava Jato, da Polícia Federal, se pronunciou consistentemente em relação a um processo que envolve um dos filhos do ex-presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva. Vale ressaltar que o juiz Sérgio Moro é o titular da décima terceira Vara Criminal da Justiça Federal de Curitiba, no estado do Paraná e apura desvios bilionários de dinheiro dos cofres públicos da maior estatal brasileira, a Petrobras, em se tratando de crimes de "colarinho branco".

Num recente episódio, o Supremo Tribunal Federal decidiu, por meio da segunda Turma da Suprema Corte, encaminhar alguns conteúdos de colaboração premiada de ex-executivos da empreiteira Odebrecht e que envolvem diretamente o ex-presidente Lula em escândalos de corrupção, para a Justiça Federal do estado de São Paulo, num claro propósito de se tirar das mãos do juiz Sérgio Moro, processo relacionado ao sítio de Atibaia, no interior paulista e o terreno para a construção do Instituto Lula, em São Paulo.

Nova decisão no âmbito da Operação Lava Jato

O juiz Sérgio Moro decidiu, pelo menos até o presente momento, suspender o depoimento que seria dado pelo filho do ex-presidente Lula, Fábio Luís Lula da Silva, conhecido popularmente como "Lulinha". A decisão do juiz Sérgio Moro foi tomada nesta sexta-feira (27). Vale lembrar que nesse respectivo processo que envolve o ex-presidente Lula, seu filho mais velho iria depor como testemunha no inquérito que trata de uma suposta propina que teria sido paga por empreiteiras envolvidas em corrupção ao ex-mandatário petista, através de obras que foram realizadas no sítio de Atibaia, que é atribuído ao ex-presidente, de acordo com as investigações dos procuradores federais e da Polícia Federal.

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Lava Jato Lula

A oitiva com a presença do filho de Lula, Fábio Luís, estava agendada para o próximo dia 07 de maio, porém, Lulinha solicitou, com base no artigo 206, do Código de Processo Penal, que é previsto que a testemunha não poderia eximir-se da obrigação de depor, embora poderia recusar-se em fazê-lo, em se tratando do ascendente ou descendente ou mesmo, o cônjuge, mesmo que desquitado, o irmão, o pai, a mãe e o filho adotivo do acusado.

Lulinha havia sido arrolado como testemunha de defesa do empresário Fernando Bittar, que foi seu sócio. Nesse respectivo processo, o ex-presidente Lula tonou-se réu pelo recebimento de uma suposta quantia de R$ 1 milhão em propinas oriundas das empreiteiras OAS, Odebrecht e Schahin, através de reformas realizadas no sítio de Atibaia.

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