A situação envolvendo o processo de condenação do ex-presidente da República [VIDEO]. Luiz Inácio Lula da Silva, que deverá ter um desfecho no julgamento desta quarta-feira (4), em relação à análise de um habeas corpus preventivo impetrado pela defesa do ex-mandatário petista, em votação no Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF), pode resultar em enorme "tensão".

Vale ressaltar que o ex-presidente Lula foi condenado em primeira e segunda instâncias, a mais de doze anos e um mês de prisão em regime fechado no âmbito das investigações da força-tarefa da Operação Lava Jato, conduzida em primeiro grau pelo juiz Sérgio Moro, titular da décima terceira Vara Criminal Federal da justiça de Curitiba, no estado do Paraná.

Monitoração de movimentos e grupos ligados a Lula

O governo do estado do Paraná segue com extrema atenção o desfecho da votação do habeas corpus do ex-presidente Lula, cuja votação prossegue no Supremo Tribunal Federal (STF). Se o resultado for pela rejeição do HC, uma possibilidade de decretação de prisão do petista passa a se tornar muito mais provável. De acordo com essas constatações, alguns grupos ligados ao ex-mandatário petista são monitorados intensamente por quatro órgãos de inteligência do governo do estado.

A Inteligência do estado estaria municiando o Departamento Penitenciário do estado do Paraná com informações da mais alta relevância que possam ser disponibilizadas ao sistema prisional estadual, para que ocorra uma eventual escolha de local preparado para acomodação do ex-mandatário petista.

Entretanto, em reação a esse processo do caso Tríplex do Guarujá, numa eventual rejeição do habeas corpus de Lula e com uma possibilidade de decretação de prisão, a decisão caberia ao juiz Sérgio Moro, que poderia definir o local de cumprimento de pena, pelos crimes de lavagem de dinheiro e corrupção passiva atribuídos a Lula.

Vale salientar que as agências de inteligência do Paraná são ligadas ao Departamento Penitenciário (Depen), às Polícias Civil e Militar e também à Secretaria de Segurança Pública. Os investigadores policiais estão investigando minuciosamente a movimentação de movimentos e atividades de grupos como o MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) e o MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto ), ambos ligados ao ex-presidente Lula e às siglas partidárias de esquerda e extrema-esquerda. Há o entendimento por parte dos serviços de inteligência de que esses grupos poderão realizar protestos, em caso de decretação de prisão do ex-presidente Lula.