Os presos na Operação Skala foram soltos neste sábado (31), por volta da meia noite. Quem decretou a liberação dos presos foi o ministro do STF (Superior Tribunal Federal), Luís Roberto Barroso. Dentre os presos, haviam amigos do atual presidente do Brasil, Michel Temer [VIDEO] (MDB-SP)

O ministro que decidiu decretar a liberação dos presos escreveu o motivo alegando ausência de fundamento legal para manutenção dos presos. “Tendo as medidas de natureza cautelar alcançado sua finalidade, não subsiste fundamento legal para a manutenção”, disse. Há especulações de que tal operação apura algumas irregularidades na edição do Decreto dos Portos.

Entre os presos, há empresários, ex-agentes públicos, entre outros. Um dos presos é, inclusive, amigo de Temer [VIDEO] por mais de 50 anos, tendo ocupado o cargo de assessor do dito cujo na Presidência, o advogado José Yunes. Outro preso envolvido com o presidente do país é o coronel da reserva da PM-SP (Polícia Militar de São Paulo), João Baptista Lima Filho, que foi um dos coordenadores de campanhas eleitorais do presidente do Brasil, e o ex-ministro da Agricultura Wagner Rossi.

Dentre as pessoas que estão sendo acusadas e foram presas, apenas o ex-ministro Wagner Rossi deu uma palavra para a imprensa sobre o assunto. Quando o mesmo foi preso, ele havia negado quaisquer tipo de relações com as irregularidades apontadas pela Polícia Federal.

Wagner Rossi, em poucas palavras, disse que só queria repetir o que já havia falado quando foi preso, que ele não tem nada a ver com este caso.

Rossi foi diretor-presidente da Companhia Docas do Estado de São Paulo. A Operação Skala, que aconteceu nesta quinta-feira (29), pela Polícia Federal, tem o objetivo de procurar provas para o inquérito que está investigando se o atual presidente do Brasil editou um decreto com intenções de favorecer empresas portuárias em troca de propina.

Michel Temer continua sendo investigado na operação, o STF havia enviado 50 perguntas elaboradas pela PF (Polícia Federal) para o presidente do país, isso em janeiro deste ano.

O delegado da PF Cleyber Malta Lopes questionou ao presidente se ele havia sido procurado por algum representante do tal setor de portos. Cleber queria saber ainda se o presidente realmente chegou a receber algum tipo de pedido para a ampliação dos contratos.

A polícia também está investigando se Temer recebeu alguma oferta de dinheiro, mesmo que a forma de pagamento tenha sido em doação para sua campanha eleitoral, em troca de criar decretos ou dispositivos legais em benefício das empresas que atuam no setor portuário. Até o momento as perguntas não foram respondidas e/ou divulgadas para/pela a PF.