A ministra e presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) Cármen Lúcia foi a responsável por dar o voto de minerva no julgamento do habeas corpus do ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva. A ministra trouxe grande revolta aos militantes do Partido dos Trabalhadores (PT). Logo após a decisão do Supremo [VIDEO], o juiz federal Sérgio Moro, responsável por condenar Lula em primeira instância, decretou a prisão do petista.

Na tarde desta sexta-feira, 6 de abril, dia em que o prazo para Lula se entregar à Polícia Federal se esgota, militantes do PT cercam as ruas de São Bernardo Campo e prometem fazer confusão para evitar a prisão de Lula.

A revolta dos aliados de Lula é tão grande que eles se locomoveram para atacar a presidente do Supremo, Cármen Lúcia. Um grupo de militantes desceu de um ônibus, em Belo Horizonte, Minas Gerais, e atacou o prédio em que mora Cármen. Os militantes atiraram tintas vermelhas por todo o prédio em um ato de vandalismo contra a opinião jurídica da ministra.

Moradores do entorno se assustaram com a atitude dos petistas. A ação durou cerca de dez minutos e ocorreu por volta das 16 horas e 30 minutos desta sexta-feira.

Cármen Lúcia resistiu

A ministra do Supremo estava há tempos sendo pressionada por ministros, partidos políticos e aliados a Lula para colocar em pauta a rediscussão de prisões após condenação em segunda instância [VIDEO] e o habeas corpus de Lula. Cármen manteve-se firme em suas decisões.

O julgamento do habeas corpus terminou em 6 votos a 5. Os ministros Luiz Fux, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso, Alexandre de Moraes, Edson Fachin e Cármen Lúcia ganharam na votação, negando o recurso ao petista.

Lula é acusado pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro. O líder do PT foi condenado a 9 anos e seis meses na primeira instância, porém na segunda instância teve a pena aumentada para 12 anos e um mês. O processo averiguava um tríplex localizado no litoral de São Paulo, Guarujá. O imóvel foi fruto de propinas de empreiteiras para o ex-presidente.

Um dia antes do julgamento do Supremo, diversos movimentos cívicos tomaram as ruas de diversas capitais do Brasil com o intuito de mostrar opinião pública sobre o caso. A população pediu para Lula ser preso e enfatizou que é contra crimes de corrupção vindos de diversos políticos brasileiros.

A militância do PT segue firme para ''proteger'' o ex-presidente. Diversos grupos protestam para evitar a todo o custo a chegada do camburão da Polícia Federal.