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Nesta terça-feira (3), a presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, voltou a reforçar o que havia dito ontem, sobre o pedido de serenidade e respeito com a opinião dos outros. Na abertura da sessão do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), a ministra falou em compreensão e disse acreditar que a sociedade brasileira entenda que o poder Judiciário está trabalhando para fornecer o melhor para o País, de acordo com a Constituição.

O pronunciamento de Cármen Lúcia foi visto por muitos como uma antecipação de um possível "golpe" que será dado pelo STF na sessão de amanhã (4), no julgamento do habeas corpus do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. No momento, o petista está baseado em uma decisão do próprio STF que impede sua prisão até amanhã.

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Generais resolveram expôr as suas indignações e já se cogita intervenção militar.

Segundo os dizeres do #general da reserva Luiz Gonzaga Schroeder Lessa, durante uma entrevista ao jornalista Milton Cardoso, da Band-AM de Porto Alegre, há a possibilidade de um confronto nacional e isso tudo será responsabilidade das decisões equivocadas do STF. Ele ressaltou que a intervenção não será pacífica e terá derramamento de sangue.

Exército pode agir

Os militares sempre demonstraram apoio à ministra Cármen Lúcia ao ver que ela tem aguentado firme as pressões da Corte, porém, em sua mensagem mais recente, o que deu a entender, é que ela estaria "jogando a toalha" e isso causou fúria nos quartéis.

O general Lessa deu declarações fortes e afirmou que contra a politicagem da Corte, as Forças Armadas resolveriam tudo na bala, com mortes, feridos e o culpado de tudo isso seriam os ministros do STF.

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A mensagem da presidente da Corte soou como um tipo de rendição da sua luta contra as investidas daqueles que querem evitar a prisão após a condenação em segunda instância.

Discurso de Mourão

O ex-presidente Lula foi condenado a 12 anos e 1 mês de prisão e os militares querem que ele cumpra como qualquer outro cidadão a sua pena por corrupção e lavagem de dinheiro.

O general aposentado Hamilton Mourão chegou a dizer que o Exército agirá caso o STF mantenha essa desordem na Justiça.

Segundo Mourão, é inadmissível os ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ficar solto. Com todo o dinheiro que o petista tem, ele consegue pagar bons advogados e sempre dará um banho na Justiça. Enquanto isso, as cadeias ficam lotadas de ladrões de galinhas.

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