O último domingo (15) foi marcado pela divulgação da primeira pesquisa de intenção de voto [VIDEO] após a prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva [VIDEO]. Pouco se viu de mudanças em posições entre os pré-candidatos. A principal alteração foi a queda sofrida pelo petista e o aumento das intenções de voto em Marina Silva e Ciro Gomes, que herdaram a maior parte dos votos de Lula.

O ex-presidente, mesmo assim, venceu todos os três cenários em que disputou, registrando entre 30% e 31%. O deputado extremista, Jair Bolsonaro, mantém segunda posição quando Lula está na disputa, entre 15% e 17%. Já Marina Silva aparece na terceira posição, bem perto de Bolsonaro, chegado a empatar em um cenário sem Lula com 15% na liderança.

Veja como reagiram os pré-candidatos após o anúncio da nova pesquisa

Luiz Inácio Lula da Silva

O Partido dos Trabalhadores criticou a pesquisa feita pelo Datafolha. Segundo o partido, não faz sentido o ex-presidente Lula estar presente em apenas três cenários e depois ser substituído por Fernando Haddad ou Jaques Wagner. O PT enfatizou que Lula é o candidato do partido mesmo preso. Segundo o PT, essa é uma tentativa de criar um imaginário em que Lula não será uma opção. E completou dizendo que esse ponto esbarra em uma questão fundamental: "vontade popular".

Jair Bolsonaro

O deputado federal disse que a pesquisa não retrata com fidelidade seu eleitorado. Segundo Bolsonaro, ele tem o apoio maior do que entre 15% e 17%, como registra o Datafolha. Em entrevista ao portal da BAND, Bolsonaro afirmou que: "a diferença é maior do que está aí".

O parlamentar também afirmou não se preocupar por estar tão atrás de Lula nas pesquisas, pois acredita que o ex-presidente não participará do pleito.

Marina Silva

A ex-ministra e ex-senadora informou em suas redes sociais que recebeu com muita "tranquilidade" o resultado da pesquisa Datafolha. Segundo Marina, esses números registram apenas um "retrato do momento". Marina Silva ainda disse que seu posicionamento e ideias vem sendo apresentados e aprimorados desde 2010, quando participou da primeira disputa presidencial. A representante da Rede afirmou que não participará de polarizações e que é comprometida com o "debate, não com o embate".

Joaquim Barbosa

O ex-ministro do STF ainda não anunciou pré-candidatura, mas já se filiou ao PSB. Carlos Siqueira, presidente do partido, em entrevista ao Estadão, afirmou que os números são aquém do potencial de Barbosa. Siqueira disse que o problema do ex-ministro é que seu nome não é muito lembrado, mas quando se mostra uma foto, todos fazem elogios.

Julio Delgado, um dos principais parlamentares do partido, afirmou que a pontuação de Barbosa é muito boa para quem tem apenas algumas poucas semanas como filiado.

Ciro Gomes

Carlos Lupi, presidente do PDT, também em entrevista ao Estadão, disse que a pontuação de Ciro é satisfatória. E completou dizendo que uma possível ausência de Lula pode dar uma impulsionada na candidatura do ex-ministro. Lupi ainda disse estar preocupado com o extremismo de Bolsonaro. O presidente do PDT afirmou que imaginava que em um momento o deputado iria cair nas pesquisas, mas sua manutenção é preocupante para o País.

Geraldo Alckmin

O ex-governador de São Paulo enviou uma nota ao Estadão afirmou que está satisfeito com seu desempenho no que chamou de "início de pré-campanha". Porém, o tucano ponderou que é preciso analisar os números com cautela, pois as candidaturas ainda não estão oficializadas, então especulações se misturam com candidatos consolidados, o que acaba pintando um cenário ainda muito incerto do que o real em outubro, n #eleição 2018 #Dentro da política