A greve dos caminhoneiros [VIDEO] iniciou na segunda-feira (21) da última semana e se encerrou após 10 dias, na última quarta-feira (30). O Brasil começou no dia de ontem a voltar a sua rotina normal, após muito caos. A paralisação dos caminhoneiros causou crises em diversos setores, como no abastecimento de combustível e de suplementos. O impacto econômico da greve chegou a mais de R$ 15 bilhões.

A categoria exigia uma redução no preço do óleo diesel [VIDEO]. Os grevistas queriam o abatimento dos impostos que incidem sobre o preço do combustível. Nos últimos 12 meses, o valor do óleo diesel aumentou 50%. Inicialmente, a paralisação era apenas dos caminhoneiros, mas com o passar do tempo, ganhou notoriedade e apoio de outros setores de transportes.

Grande parte da população também demonstrou suporte ao movimento grevista. Discursos de cunho político e contra corrupção começaram a surgir. Alguns focos chegaram até a pedir intervenção militar no Brasil durante a paralisação.

Veja como foi o dia a dia da paralisação - do 1º ao 10º

Dia 1

Antes mesmo do início da greve, o Planalto foi avisado por meio de carta pela Associação Brasileira dos Caminhoneiros. A associação que representa os caminhoneiros exigia que o governo tomasse medidas efetivas para controlar os ajustes quase que diários no preço do combustível. A nova Política de preço da Petrobras tinha como base o mercado internacional - preço do dólar e do barril de petróleo. A paralisação começou em 17 estados e interrompeu o trânsito nas estradas.

Dia 2

Já no segundo dia de paralisação, o alcance passou a 24 estados.

O primeiro setor a sentir o impacto da greve foi o das montadoras, que já na terça-feira (22) resolveu reduzir a produção.

Dia 3

O governo resolveu agir apenas no terceiro dia de greve. Na quarta-feira (23), ministros chegaram a conclusão que o impacto da paralisação não era significativo. O presidente da Petrobras, Pedro Parente, anunciou que iria reduzir em 10% o preço do óleo diesel por 15 dias. Parente negou que houve pressão do governo para a medida ser adotada.

Dia 4

Os impactos começaram a chegar no bolso da população e a crise se iniciou. Preço nos postos de combustível começaram a explodir, frota de ônibus nas cidades foi reduzida, mercados começaram a diminuir o estoque de alimentos, colégios e universidades cancelaram as aulas e voos começaram a ser cancelados por falta de combustível.

Primeiros sinais de reivindicações políticas começam a surgir e gritos e faixas de intervenção militar aparecem. Durante à noite, o governo anunciou que havia feito um acordo com representantes dos caminhoneiros e esperava o fim da greve, após prometer cumprir 12 reivindicações.

Porém, eles não representavam a maioria dos grevistas

Dia 5

O Planalto resolveu acionar os militares e autorizou multar os grevistas que estivem bloqueando as estradas. Foi a primeira vez que a Garantia da Lei e da Ordem (GLO) foi tomada em âmbito nacional. Os militares foram usados para escoltar comboios de combustível e fazer o desbloqueio das estradas.

Dia 6

Governo começa a afirmar que a situação começou a se normalizar e os locais que mais sofriam com a falta de combustível estavam sendo abastecidos. Desobstrução das estradas ainda não tinha prazo

Dia 7

A Associação Brasileira dos Caminhoneiros (Abcam) entrou em acordo com o governo e decidiu assinar o fim da greve. Em nota, afirmou que considera a paralisação uma vitória e solicitou que os caminhoneiros encerrassem a greve. Foi decidido a redução e o congelamento por 60 dia do preço do óleo diesel.

Dia 8

Mesmo com acordo assinado, a greve continuou. Cerca de 90% dos postos de combustível estavam desabastecidos.

Dia 9

Greve começa a perder força. Em apenas três pontos havia bloqueio das estradas. Aeroportos e postos de gasolina começavam a normalizar suas atividades.

Dia 10

Praticamento todos os focos de greve foram encerrados. Porém, os petroleiros resolveram iniciar sua greve, também.