O pré-candidato à Presidência da República pelo PSDB, ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, foi o sabatinado pelo UOL, Folha de S. Paulo e SBT na manhã desta quarta-feira (23). O tucano abordou diversos assuntos com os jornalistas, desde algumas matérias que tratam o nome do ex-prefeito de São Paulo e seu ex-apadrinhado político, João Doria, como plano B tucano à Presidência da República, quanto a possibilidade de dividir palanque com o senador réu, Aécio Neves.

Alckmin também foi sabatinado sobre a atual situação do Brasil e o que pretende fazer em seu governo para melhorar o cenário político e econômico do País.

João Doria tinha sua carreira de empresário, longe de concorrer a cargos eletivos. Foi apadrinhado por Geraldo Alckmin. No começo, aparecia nas pesquisas de intenção de voto bem longe de uma chance concreta de se eleger. Mas com a força do PSDB em São Paulo e o muito dinheiro investido, acabou se elegendo ainda no primeiro turno.

Durante os poucos meses que esteve à frente da capital paulista, muito foi especulado sobre o rompimento de Doria e Alckmin.

O pré-candidato tucano à Presidência classificou as notícias sobre as chaces de João Doria concorrer no pleito presidencial em seu lugar como "fake news". E completou: "não existe isso". A informação que corre nos bastidores é que uma ala do PSDB está insatisfeita e não vê potencial na candidatura de Alckmin.

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Eleições

"Criaram o negócio do Luciano Huck, depois o Joaquim Barbosa, agora o Doria. Vai ser assim até o fim de julho", disse o presidente do PSDB, em alusão ao mês em que as candidaturas oficiais serão registradas.

Sobre sua baixa representatividade nas pesquisas de intenção de voto, o ex-governador preferiu minimizar afirmando que não da para levar tanto em consideração os números, já que atualmente ainda não se sabe nem quem são os candidatos.

Palanque com Aécio Neves

O senador réu mineiro já deixou claro a correligionários que não quer disputar vaga na Câmara dos Deputados, considera ser rebaixado. Caso venha a disputar a eleição de outubro, seria para tentar a reeleição ao Senado Federal. Ao ser questionado durante a sabatina sobre a possibilidade de dividir palanque com Aécio Neves em Minas Gerais, Alckmin respondeu: "Tenho impressão que ele não será candidato".

Depois de deixar a possibilidade em aberto, o pré-candidato tucano afirmou que "certamente" Aécio Neves não tentará a reeleição.

Existe uma rixa interna entre os tucanos de São Paulo e os de Minas Gerais. Por muitos anos, Geraldo liderou os paulistas, enquanto Aécio comandava os mineiros. Os dois estados são os maiores colégios eleitorais do País. Para a eleição presidencial, é muito importante ter um palaque de peso.

Curiosamente, nas pesquisas de intenção de voto, Geraldo Alckmin não consegue liderar nem em seu estado de origem. O mesmo aconteceu com Aécio, que perdeu em Minas Gerais na eleição de 2014 para Dilma Rousseff.

PT e Bolsonaro

Geraldo Alckmin não mediu palavras para falar sobre o PT e a figura de Jair Bolsonaro. O tucano chamou ambos de "coisa atrasada" e "populismo". Alckmin afirmou que os votos no PT e em Jair Bolsonaro são muito próximos e com razões muito parecidas. E completou: "Caranguejo é quem anda para trás. O Brasil não vai regredir".

Caixa 2 e foro privilegiado

O pré-candidato tucano também respondeu aos questionamentos envolvendo a acusação de ter utilizado caixa 2 em algumas de suas campanhas. Segundo o presidente do PSDB, suas campanhas foram feitas todas "rigorosamente dentro da lei".

Sobre o foro privilegiado, o tucano afirmou ser contra. E completou: "A Justiça é igual para todo mundo".

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