O juiz federal Sérgio Moro, titular da 13ª Vara Criminal Federal da Justiça do Paraná e responsável pelas ações em primeira instância no Estado da maior operação anticorrupção em toda a história contemporânea do país, a Operação Lava Jato [VIDEO], da Polícia Federal, foi homenageado nessa terça-feira (15), em Nova York, nos Estados Unidos. O magistrado brasileiro [VIDEO] recebeu o título de Personalidade do Ano, em um jantar que foi oferecido pela Câmara de Comércio Brasil-Estados Unidos.

Em seu discurso emocionado, o juiz da Lava Jato, considerada um dos maiores símbolos do combate à Corrupção no Brasil, se referiu ao momento em questão, ao traçar um paralelo entre a luta diária contra a corrupção, contra o crime de colarinho branco e todo o apoio proveniente da iniciativa privada,

De acordo com o juiz Sérgio Moro, o prêmio recebido significaria que o setor privado, de modo geral, estaria apoiando o movimento anticorrupção do Brasil e esse fato, com toda certeza, já faria uma enorme diferença.

Ele fez questão de ressaltar ainda que o setor privado possui um papel preponderante e de caráter fundamental no combate a toda espécie de criminalidade no Brasil. Vale lembrar que a Operação Lava Jato é considerada um das maiores operação anticorrupções já desencadeadas em todo o planeta e tem entre seus presos mais ilustres um ex-presidente da República, o petista Luiz Inácio Lula da Silva.

Ele foi condenado a 12 anos e um mês de prisão em regime fechado, pelo cometimento de crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, com base no processo de aquisição ilícita de um apartamento luxuoso tríplex, localizado em área nobre litorânea da cidade de Guarujá, no estado de São Paulo.

Sérgio Moro rebate suposta ruptura democrática

O juiz Sérgio Moro rebateu argumentos, principalmente, de setores esquerdistas, de que teria havido uma ruptura democrática no país a partir do processo de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, do PT, e com a consequente condenação do ex-presidente Lula, por crimes relacionados à corrupção no âmbito das investigações da força-tarefa da Operação Lava Jato.

O magistrado foi taxativo ao afirmar, em Nova York, que, apesar de dois impeachments presidenciais (Fernando Collor de Mello e Dilma) e de um ex-presidente preso (Lula), não houve e não há qualquer sinal de ruptura democrática no Brasil.

Em outro momento de seu discurso, o magistrado brasileiro afirmou que simplesmente diz não a qualquer tentativa de achaque. Moro afirmou que muitas vezes ocorre tentativa de extorsão, mas isso é crime. O magistrado concluiu que no Brasil a luta é de todos que querem um governo limpo, um mercado limpo, em alusão ao papel da iniciativa privada no país.