Apontado como operador do PSDB, Paulo Vieira de Souza, o Paulo Preto [VIDEO], estuda fazer um acordo de delação premiada com o Ministério Público Federal (MPF). Segundo informações veiculadas pela coluna da jornalista Mônica Bergamo no jornal Folha de S. Paulo nesta quarta-feira, dia 9, Preto estaria disposto a acertar o acordo após autoridades suíças enviarem um documento revelando ao menos quatro contas em seu nome no país europeu.

Preto foi diretor da Dersa, empresa responsável por obras rodoviárias em São Paulo, durante as gestões dos governos estaduais de Gerado Alckmin e José Serra, ambos do PSDB. Segundo fontes próximas a Preto, o suposto operador estaria considerando acertar o acordo de delação antes que as investigações avancem e suas possíveis contribuições tornem-se obsoletas.

A estratégia seria uma maneira de conseguir uma pena mais branda. Para os investigadores, a delação serviria como isca para comprovar o envolvimento de gente mais graúda nos esquemas.

Segundo o documento enviado pelas autoridades suíças, Preto possuí mais de R$ 120 milhões em contas no banco Bordier & Cie, com sede em Genebra. O operador teria participado de desvios superiores a R$ 170 milhões de verbas destinadas a seis obras. Os crimes teriam ocorrido durante os anos de 2007 e 2009, quando José Serra era o governador de São Paulo.

Preto teria sido indicado ao cargo na Dersa pelo também tucano Aloysio Nunes, atual ministro das Relações Exteriores.