Nesta segunda-feira (30), Rogério Galloro, o atual diretor da Polícia Federal (PF), se reuniu a portas fechadas com o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin. Especula-se que a visita repentina da autoridade ao gabinete do relator da Lava Jato seja para tratar assuntos relacionados à segurança do ministro e de seus familiares que nos últimos dias do mês passado (março) sofreu fortes ameaças.

Em uma entrevista emocionada, transmitida no mês passado pelo canal de televisão por assinatura Globonews, o ministro Fachin demonstrou bastante preocupação para com os membros de sua família, uma vez que estão sendo vítimas de intimidações e ameaças.

O ministro esclareceu que após decisões de julgamentos ou a nível monocrático relacionadas à Operação Lava Jato iniciou-se a perseguição.

Após a morte de o ministro Teori Zawascki, em janeiro de 2017, Fachin e os outros ministros que integram o STF, com exceção da presidente, ministra Cármem Lúcia, tiveram seus nomes arrolados a um sorteio eletrônico para decidir o substituto do ministro falecido, ou seja, assumir a frente da relatoria da Operação Lava Jato (operação que vem desvendado esquemas milionários de corrução no país).

Ocorre que Edson Fachin foi o vitorioso para a empreitada junto ao STF. Por se tratar de uma operação de grande repercussão, uma vez que vários colarinhos brancos (pessoa de alta posição social que estabelece respeito, no desempenho de suas funções), se tornaram réus e consequentemente condenados pela Operação. Deflagrada em março de 2014, a Lava Jato ainda vem dando muito trabalho para as autoridades da Polícia Federal e outras siglas, até aos magistrados e ministros da Suprema Corte. Desta feita, Fachin comentou que a preocupação atual, não é com os julgamentos ou decisões que corroborem com repercussão geral, mas com a segurança pessoal de seus familiares.

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E reiterou alertando que as providências necessárias foram tomadas imediatamente, paralelo a isso, um inquérito foi instaurado pela PF a fim de descobrir a autoria dos criminosos. As informações foram dadas ao jornalista entrevistador, Roberto D’Avila.

Conduta do STF

Logo após tomar ciência dos acontecimentos, a ministra Cármem Lúcia resolveu se manifestar a respeito do caso. A declaração foi publicada em outro veículo de comunicação e ocorreu um dia após a reportagem de Fachin no canal Globonews.

A presidente da Suprema Corte revelou que nada jamais irá intimidar a Justiça, principalmente o constrangimento.

Naquele dia, a magistrada convocou rapidamente a equipe de segurança e autorizou a ampliação do quadro de agentes para a contínua escolta do ministro Fachin, além disso, comunicou aos outros colegas, a obrigatoriedade e prudência com a segurança pessoal e de familiares.

Cármem Lúcia completou o raciocínio alegando que a Justiça tem função constitucional e não poderá se esquivar de tal finalidade, além disso, ela tem a obrigação de acolher a quem dela necessitar, justificou ainda que, Fachin, o "juiz ameaçado", requer tranquilidade para exercer suas atividades, pois deliberações judiciais sempre alcança um certo grau de desgaste.

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