O procurador da força-tarefa das investigações da Operação Lava Jato Carlos Fernando dos Santos Lima, passou por uma situação inusitada no dia 1° de maio. Conhecido por ser um apoiadores das investigações e repudiar políticos corruptos que zombam do povo brasileiro, o procurador ganhou muitos elogios, mas também críticas vindas de partidos ameaçados com a Lava Jato.

Carlos Lima utilizou diversas vezes as redes sociais para dar posicionamento sobre sua opinião a respeito da crise politica no pais.

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No entanto, em um voou para a cidade de Curitiba, o procurador acabou sendo ''perseguido'' por petistas que passaram por ele. Em primeiro momento, um homem disse ''que cheiro de enxofre'', em seguida outras pessoas passaram e gritaram ''corrupto'' e ''Lula livre''. Houve também esquerdistas que questionaram o dia em que um tucano seria preso.

Segundo a assessoria do procurador, foi confirmado que Lima estava no voou da Gol e acabaram surgindo ''aplausos e vaias'' entre apoiadores e críticos.

Procurador bate de frente com o Supremo

Carlos Fernando dos Santos Lima tinha deixado claro sua posição sobre a decisão da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF). Os ministros Dias Toffoli, Ricardo Lewandowski e Gilmar Mendes decidiram eliminar delações da Odebrecht como provas no processo que tramita contra o ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva, tirando Sergio Moro das investigações.

O caso deu muitas controvérsias, Moro se negou a enviar o processo para a Justiça de São Paulo e afirmou que não foi questionado a competência como juiz, mas apenas as provas relacionadas com o processo.

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Nas redes sociais o procurador se manifestou contra a decisão dos ministros, afirmando haver um esquema de impunidade dentro do Judiciário. Lima utilizou um artigo por portal ''O Antagonista'' para justificar: ''se o dinheiro para a reforma do sítio de Lula e a compra da sede do Instituto saiu da propina da Odebrecht para o PT em contratos da Petrobras, como é que a Segunda Turma pode dizer que o caso nada tem a ver com a Lava Jato e, assim, esvaziar os processos nas mãos de Sergio Moro?''.

Desde que Lula foi preso por decreto do juiz federal na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, Paraná, a defesa do petista luta de todas as formas para tirar o líder da esquerda da cadeia. Lula está preso desde o dia 7 de abril e se entregou para a polícia nos últimos momentos restantes do prazo determinado por Moro.

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