Se as possibilidades de uma chapa que unisse as forças do PT e do PDT [VIDEO] em torno da candidatura de Ciro Gomes (PDT) à Presidência da República parecem extintas [VIDEO], o mesmo não se pode dizer de uma eventual proximidade entre as legendas para negociar o apoio em disputas regionais.

Segundo informado pela coluna Painel do jornal Folha de S. Paulo desta segunda-feira, dia 7, uma parte significativa do PT crê que o partido não deve atacar ou se afastar de Ciro e do PDT para manter em voga as alianças em eleições estaduais ou até mesmo um eventual apoio no segundo turno da eleição presidencial, marcada para outubro deste ano.

Enquanto o PT se mantém firme na luta pela libertação e candidatura de Lula, preso há um mês na Superintência da Polícia Federal (PT) de Curitiba, há no partido quem acredite que Ciro possa ser uma alternativa à forças da direita e centro-direita que começam a ganhar espaço nas pesquisas eleitorais sem a presença do líder petista.

Para Emidio de Souza, tesoureiro do PT, Ciro Gomes não é um inimigo e não deve ser tratado como um. Enquanto os petistas ainda sonham com uma cada vez mais improvável libertação e candidatura de Lula, os pedetistas tentam apostar na candidatura de Ciro como única viável para unir a esquerda e centro-esquerda contra candidatos como Jair Bolsonaro (PSL) e Gerado Alckmin (PSDB).