O comandante geral do Exército, general Eduardo Villas Bôas, voltou às redes sociais e através de seu Twitter se manifestou mais uma vez sobre a paralisação dos caminhoneiros. Villas Bôas teve uma reunião com a alta cúpula das Forças Armadas e trouxe um aviso à sociedade.

A reunião aconteceu no finalzinho deste sábado (26) e contou com os comandantes das Forças Armadas e ministros do Governo.

O general afirmou que a conversa entre todos trouxe um objetivo que deve ser levado como ponto principal na atuação dos militares. "Buscar a solução da crise sem conflitos", disse Villas Bôas. O general ressaltou que é importante o bem-estar entre todos e ações que possam ajudar o país a voltar ao seu ritmo normal.

O comandante falou que as Forças Armadas cumprirão a ordem decretada por Michel Temer ao privilegiar o abastecimento de itens essenciais para as pessoas. Não faltarão tentativas de negociações para que não surjam episódios de violência.

Ação dentro da Constituição

Numa outra postagem na sexta-feira (25), o general já havia comentado que toda a ação contra os caminhoneiros será dentro dos requisitos da Constituição. Será um apoio às instituições em prol da democracia.

Villas Bôas comentou que é necessária a ajuda de todos para que esse momento passe rápido e a sociedade brasileira volte a ter dias tranquilos.

O general lembrou que o Exército [VIDEO]foi chamado para empregar uma operação de Garantia da Lei e da Ordem (GLO). A atuação dos militares está prevista para ir até o dia 04 de junho, podendo ser prorrogada, dependendo das circunstâncias.

Mesmo sem citar tal fato pelo comandante, as Forças Armadas defendem que não só o Governo se empenhe para solucionar a crise, mas também, o Poder Judiciário, Legislativo e Ministério Público (MP). Todos devem fazer a sua parte.

Em relação ao MP, o Exército acredita que eles deveriam estar agindo para ajudar o povo que está com a dignidade afetada. O Estado deve tomar providência também porque todo esse caos afeta os seguimentos em geral.

Estratégias

Vários foram as estratégias criadas para se vencer os problemas dessa paralisação. Entre elas estão: remoção de veículos que estiverem bloqueando estradas, escolta de comboios que transportem produtos de primeira necessidade e medidas de proteção para infraestrutura considerada crítica.

A Polícia Rodoviária Federal também ficará a disposição das Forças Armadas [VIDEO] para dar um suporte no que precisar.