Após a confirmação do acordo de colaboração premiada firmado entre a força-tarefa da Polícia Federal que apura crimes no âmbito da Operação Lava Jato [VIDEO] e o ex-ministro da Fazenda petista [VIDEO] Antônio Palocci Filho, novos desdobramentos podem delinear para que verifique a possibilidade de que o acordo de um criminoso delator junto à Justiça seja, de fato, homologado ou não.

Vale ressaltar que o ex-ministro Antônio Palocci já foi ministro da Fazenda durante o governo do ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva e posteriormente, ministro da Casa Civil durante a gestão da ex-presidente, também petista, Dilma Vana Rousseff.

As investigações da Operação Lava Jato deverão, a partir de agora, se concentrar em todo o conteúdo bombástico do acordo de colaboração premiada firmado entre o ex-ministro Palocci e a força-tarefa da maior operação anticorrupção em toda a história contemporânea do Brasil, além de ser reconhecida como uma das maiores já implementadas em todo o mundo.

Vale lembrar que as ações da Lava Jato é conduzida em primeira instância no Paraná pelo juiz Sérgio Moro, a partir da 13ª Vara Criminal da Justiça Federal de Curitiba,. Entretanto, será na segunda instância que uma decisão extremamente importante deverá ser apresentada.

Decisão de Gebran Neto põe forte expectativa na Lava Jato

A decisão tomada pela Polícia Federal de encaminhar as tratativas do acordo de delação premiada do ex-ministro Antônio Palocci para o Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), sediado em Porto Alegre, no estado do Rio Grande do Sul e tendo como relator o desembargador João Pedro Gebran Neto, aumenta exponencialmente as expectativas da força-tarefa da Lava Jato com vistas a uma provável homologação ou validação do acordo.

Somente após isso, o acordo de delação poderá ser consumado e trazer à tona inúmeras denúncias e evidências apresentadas pelo ex-ministro Palocci.

Entretanto, uma determinação feita pelo desembargador relator da Lava Jato no Tribunal de 2ªº instância surpreendeu a força-tarefa de investigação. João Pedro Gebran Neto decidiu encaminhar, nesta quarta-feira (2), o respectivo processo de delação para o Ministério Público Federal para que se manifeste em relação ao caso.

Tão somente após essa manifestação e sem um prazo específico definido, o desembargador Gebran Neto poderá dar uma resposta definitiva a respeito da aceitação ou não da homologação ou validação do acordo estabelecido entre Palocci e Polícia Federal.

Vale ressaltar que o ex-ministro Antônio Palocci encontra-se preso na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, desde meados de setembro de 2016, cujas condenações por crimes de corrupção estimam uma pena de mais de 12 anos de prisão. No acordo pretendido, Palocci pode dar informações e provas substanciais que podem complicar a situação dos ex-presidentes petistas Lula e Dilma.