Na manhã desta sexta-feira (04/5), uma confusão entre o delegado da Polícia Federal (PF), Gastão Schefer Neto e aliados petistas que reivindicam a prisão do ex-presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva terminou com a destruição da tenda e dos aparelhos de som do acampamento Lula-Livre. O quebra-quebra ocorreu na área externa do pátio da Superintendência da PF, em Curitiba, no Paraná.

Segundo a reportagem publicada pelo Jornal Gaúcha ZH, o delegado Gastão teria perdido a paciência e partiu para cima da aparelhagem de som, ainda segundo as testemunhas que presenciaram o incidente, a autoridade invadiu o espaço físico o qual se concentravam os militantes para o tradicional "Bom Dia Lula!".

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Cumprimento diário dirigido ao líder petista, desde o primeiro dia de sua prisão.

Acredita-se que a PF esteja aguardando a notificação oficial da Polícia Civil, uma vez que, somente poderão decidir sobre as providências a serem executadas para com o delegado, após a formalização da reclamação. Segundo uma nota publicada pela assessoria de imprensa, Gastão está fora das funções da PF, porém se for comprovado o envolvimento do acusado, as medidas necessárias e cabíveis serão adotadas logo após a narrativa dos fatos, junto ao registro do boletim de ocorrência.

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Tudo indica que o ataque do superior tenha ocorrido próximo às 9h30, horário esse que realmente os manifestantes oferecerem a Lula o saudoso cumprimento. Na ocasião, o delegado que se tornou ex-diretor da Associação dos Delegados da Polícia Federal do Paraná e exerce o cargo de suplente da bancada do PR, na Câmara Federal também foi constatado que ele promove ataques contra o ex-presidente Lula e ao Partido dos Trabalhadores em caráter virtual, pelas suas redes sociais.

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Sergio Moro

Entenda a prisão de Lula

O ex-presidente Lula foi condenado pelo juiz federal Sérgio Moro à pena de nove anos e seis meses de prisão em regime fechado, pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, em virtude do caso tríplex, no Guarujá.

Ocorre que a defesa do líder petista achou por bem questionar a condenação proferida por Moro e protocolou recurso ao Tribunal Regional Federal da 4ª Região, em Porto Alegre. Em julgamento, os desembargadores da Corte deliberaram pela validação da sentença proferida em 1ª instância, todavia, optaram ainda pelo aumento da pena para doze anos e um mês de reclusão.

Após a confirmação de sentença, o juiz Moro expediu mandado de prisão contra o petista. O líder petista encontra-se preso em sala especial na Superintendência da Polícia Federal, na capital paranaense desde o dia 7 de abril.

Desta feita, vários problemas foram causados, pois militantes apoiadores do petista, junto a sindicalistas estão pelas ruas de Curitiba causando transtornos aos moradores locais e a própria segurança do estado que tiveram de remanejar vários policiais de todas as siglas para manter a ordem na cidade.

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Delegados requereram à juíza, Carolina Leddos, responsável pela Vara de Execuções Penais (VEP) a transferência urgente do ex-presidente para o Centro de Detenção em São José dos Pinhais, região metropolitana da capital paranaense. Segundo as autoridade, o local em que Lula permanece preso, não é específico para cumprimento de pena, uma vez que, trata-se de lugar provisório. Um primeiro pedido com a mesma finalidade foi negado pela magistrada, após outros registros negativos, a PF resolveu reiterar o pedido.

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