O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) deve julgar se uma pessoa que se tornou réu em uma ação penal pode se candidatar à Presidência. Jair Bolsonaro (PR-RJ) é réu em duas ações penais no STF (Supremo Tribunal Federal). Já o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva responde a seis ações.

O deputado Marcos Rogério (DEM-RO) enviou para o TSE várias perguntas envolvendo os dois pré-candidatos. Uma é se eles poderão realmente candidatar-se à Presidência da República. A outra é se eles puderem se candidatar, poderão assumir o mandato, caso sejam eleitos?

Ofensa a minorias

Bolsonaro parece que não está muito preocupado com as ações em que é réu, pois continua firme e forte com sua campanha para as Eleições. Na última ação movida contra ele por ofender negros, mulheres e a comunidade LGBT, ele foi multado em 50 mil reais, porém, o MPF (Ministério Público Federal) pediu à Justiça que aumente a multa para 300 mil reais por suas declarações proferidas no Rio de Janeiro, há um ano.

Suas declarações geraram certa repulsa por parte do eleitorado. Diante da situação, a equipe que organiza sua campanha pediu para que ele seja mais moderado em suas considerações, para tentar conquistar ao menos o eleitorado feminino.

Ele concordou, porém, informou, através de uma metáfora, que não vai se tornar um candidato bonzinho: "Vou continuar atirando, mas com silenciador". Mesmo com um diálogo mais aberto, ele foi vaiado algumas vezes na Marcha dos Prefeitos que ocorreu nessa quarta-feira (23).

Para algumas pessoas próximas, ele afirmou que até pode moderar o que fala, mas ninguém deve esperar que ele se torne o Jairzinho paz e amor que estão esperando.

Dificuldades

A candidatura de Bolsonaro enfrenta duas grandes dificuldades até o momento as quais o eleitorado que o apoia deve saber.

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Jair Bolsonaro Eleições

Uma é o fato de que o TSE ainda não julgou se ele realmente poderá se candidatar; outra é o fato dele não conseguir ter atingido nem 30% do eleitorado para poder ser eleito o próximo presidente do País.

Ambos os problemas foram criados pelo próprio pré-candidato à Presidência, que agora está tendo que se responsabilizar pelas declarações preconceituosas que lhe custaram a falta de apoio das femininas, negros e da comunidade LGBT no País.

Porém, o PSL (Partido Social Liberal) aposta que se Bolsonaro se tornar uma pessoa mais aberta e menos radical, ao menos nos discursos, poderá reverter esse quadro a seu favor.

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