O deputado federal e pré-candidato à Presidência do país Jair Bolsonaro (PSL-RJ) foi vaiado na tarde dessa quarta-feira (23) na Marcha dos Prefeitos, que acontece em Brasília. Ele está acostumado com o público que o aplaude e o chama de mito por onde passa, mas, dessa vez ,teve de lidar com os críticos.

A equipe que formula sua candidatura deixou o presidenciável ciente que precisa mudar o discurso para poder aumentar o eleitorado e atingir pelo menos 30% dele. Depois de muitas declarações consideradas racistas, homofóbicas e machistas, houve uma repulsa por parte do eleitorado.

Agora, a equipe pede para que Bolsonaro tenha um discurso mais moderado, técnico e conciliador para conquistar o eleitorado, principalmente o feminino.

O deputado concordou e fez um primeiro teste de mudança no modo como apresenta suas ideias na Marcha dos Prefeitos, mas as pessoas o vaiaram.

Indignado com as críticas, ele desabafou para pessoas próximas, dizendo que "se querem o Jairzinho paz e amor, não vão ter". Ele está tentando amenizar a imagem radical e afirmou que vai ‘’continuar atirando, mas agora com silenciador.’’

Especialista afirma que ele não será o próximo presidente

O especialista político Arick Wierson [VIDEO], responsável pela campanha de Michael Bloomberg para a prefeitura de Nova York (EUA), disse que Bolsonaro só tem 25% do apoio do eleitorado e que isso vai permitir que ele chegue o segundo turno da eleição, mas não vai passar disso. O estrategista considera que o deputado não tem condições de se eleger presidente.

Tudo isso graças à repulsa do eleitorado LGBT e feminino. Além disso, Bolsonaro fez declarações consideradas homofóbicas. Assim, ele está perdendo apoio cada vez mais, prejudicando sua campanha. Como a equipe eleitoral pediu para ele mudar de postura, concordou em aumentar o diálogo e ser moderado em suas declarações, mas sua maneira de pensar continua a mesma.

Além disso, o povo brasileiro já tem uma opinião formada sobre Jair Bolsonaro, pois ele vem construindo sua imagem durante anos através dos seus discursos radicais e talvez seja um pouco tarde para desfazer a imagem que construiu. De qualquer forma, o deputado quer pelo menos conquistar o eleitorado feminino, para poder atingir 30% do eleitorado.

Houve algumas especulações sobre a possibilidade dele chamar a advogada Janaina Paschoal, [VIDEO] que ficou conhecida no impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), para ser vice-presidente em sua chapa na tentativa de conquistar o voto feminino nas Eleições. Porém, ela já declarou nas redes sociais que até o momento não foi convidada pelo pré-candidato para o cargo e ainda não definiu qual será o seu destino na política.