O deputado e pré-candidato à presidência da República Jair Bolsonaro (PSL-RJ) está acostumado a ser recebido com muitos elogios sendo chamado de "mito" por onde passa. Porém, ele foi muito criticado na Marcha dos Prefeitos que ocorreu nesta quarta-feira (23). De acordo com o Partido Social Liberal ele precisa de atingir pelo menos 30% do eleitorado para poder ser eleito e para isso precisa mudar seu discurso, sendo mais moderado.

Suas declarações têm sido consideradas, para muitos eleitores, machistas, homofóbicas e racistas, fazendo com que haja um aumento da repulsa do eleitorado feminino e LGBT. Para alcançar o eleitorado feminino, o PSL sugeriu que ele faça discursos mais brandos e esteja aberto ao diálogo.

Jair Bolsonaro concordou em ser mais moderado, mas afirmou que vai continuar "atirando" com silenciador. Mesmo depois de falar sobre seus projetos de forma menos radical ele foi criticado. Em particular falou a pessoas próximas que se as pessoas estão esperando um "Jairzinho paz e amor", podem esquecer.

Combate à criminalidade

Sobre o combate à criminalidade Jair declarou, anteriormente entre seus discursos polêmicos já conhecidos, que fazendeiros devem ter porte de arma para se defender de crimes no campo. Ele ressaltou que há uma necessidade para que eles usem armas de cano longo e que permitirá que outras pessoas possam fazer uso de arma em alguma situações, para se defender.

Nessa segunda-feira (21), em uma palestra na Associação comercial do Rio, Bolsonaro reiterou que, às vezes, a violência deve ser combatida com mais violência.

No caso de invasão dos integrantes do Movimento dos Trabalhadores sem Terra à propriedade privada, por exemplo, ele acredita que os donos de terras devem receber invasores com armas e até lança-chamas.

Planejamento familiar

Outro projeto polêmico que lhe rendeu muitas críticas foi sobre o planejamento familiar. Bolsonaro quer investir em educação para que os casais possam entender que é uma responsabilidade muito grande em ter um filho e que eles não podem ter mais crianças simplesmente para receberem benefícios sociais, como o Bolsa Família.

Alguns chegaram a entender que ele estava propondo um controle de natalidade, mas ele disse que não é bem isso. Ele quer dar a chance dos casais escolherem, com consciência, quantos filhos querem ter, e se quiserem parar ele ampliará a possibilidade de fazerem vasectomia ou laqueadura. Assim, ele pretende investir mais em educação do que em projetos sociais. [VIDEO]

Vice-presidência

O PSL está cotando uma mulher para ser vice-presidente de Bolsonaro, mas ele já declarou que tem interesse em um homem muito influente na bancada evangélica [VIDEO] e que conta com o eleitorado religioso para que o apoie em seus projetos. Ele acredita que, assim, ele conseguirá governar o país da melhor forma, mesmo com tantos problemas e dificuldades.