O deputado Jair Bolsonaro (PSL) é pré-candidato à Presidência da República participou de um debate na Marcha dos Prefeitos e revelou um projeto que irá colocar em prática caso seja eleito presidente. Ele recebeu algumas vaias, mas afirmou que pretende investir em educação no País, de modo que ela vai permitir diminuir os recursos para programas sociais, através de uma gestão melhor elaborada.

Ele pretende investir em planejamento familiar, para que os casais tomem ciência da importância e responsabilidade de se ter um filho, ao invés de simplesmente gerarem cada vez mais crianças para receber benefícios dos programas sociais.

O pré-candidato foi acusado de querer propor um controle de natalidade, mas ele negou.

Bolsonaro se defendeu dizendo que o planejamento familiar vai permitir que os casais se responsabilizem mais pelos seus filhos e que possam optar por laqueadura e vasectomia, evitando o aumento de crianças nas famílias simplesmente para se beneficiarem de programas sociais, como Bolsa Família.

Segundo o deputado, o projeto não prevê um controle populacional, mas sim uma maneira de dar ao casal brasileiro, através da educação, a conscientização da importância e responsabilidade de ter um filho. Segundo ele, não haverá obrigatoriedade dos casais em participar do projeto.

A repulsa do eleitorado

De acordo com o estrategista político Arick Wierson, responsável pela campanha de Bloomberg para prefeitura de Nova York, Bolsonaro não tem mais que 25% do eleitorado ao seu favor.

Embora ele tenha pretensão de se aliar com um dos mais influentes da Bancada Evangélica no Congresso e ser um dos favoritos entre os religiosos brasileiros, ele é descartado pelo eleitorado LGBT e feminista.

Muitos rumores sobre a possibilidade dele se aliar a Janaína Paschoal [VIDEO] para poder conquistar o eleitorado feminino ocorreram, mas ele manifestou um interesse maior para com Magno Malta (PR). [VIDEO]

Assim, para Wierson, com 25% do eleitorado ao seu favor, o máximo que ele pode conseguir é ir para o 2° turno. De fato, suas declarações polêmicas tem sido cruciais para a aceitação e rejeição do eleitorado, que ainda o considera racista, além de homofóbico e machista.

Mesmo assim, Jair Bolsonaro acredita na sua capacidade de governabilidade do País e pretende seguir em frente com seus projetos e sua campanha, mesmo que alguns especialistas políticos afirmem que ele não possue grandes chances de ser eleito.