Jair Bolsonaro, pré-candidato do PSL (Partido Social Liberal) à Presidência da República, afirmou que por ele Magno Malta (PR) seria o seu pré-candidato à vice-presidente, pois ele tem interesse em se aliar com a bancada evangélica no Congresso, e Malta seria um dos principais integrantes.

Isso faz com que os boatos sobre Janaína Paschoal ser convidada por Bolsonaro para ser vice diminuam. Bolsonaro nunca havia mencionado ou confirmado o fato.

Inclusive, Janaína até fez algumas declarações nas redes sociais sobre seu futuro na política.

O cientista político Marco Antonio Teixeira, da FGV, acredita que Bolsonaro atingiu o teto do eleitorado, que não passa de 25%. Isso seria suficiente para levar o deputado ao 2° turno, não mais do que isso. Jair é apontado por muitos como uma pessoa racista, machista e homofóbico.

Por isso, acreditava-se que ele pudesse se aliar a Janaína, na tentativa de conquistar, pelo menos, o eleitorado feminino.

Mas ao que tudo indica isso não vai ocorrer.

Bolsonaro tem poucas chances de ser eleito

Os evangélicos e religiosos, em geral, que defendem o resgate do conservadorismo no Brasil são a grande esperança para que Bolsonaro possa ser eleito, mas eles não são a maioria do eleitorado. Para o cientista político Marco Antonio, a rejeição da maioria dos eleitores pode prevalecer no 2° turno, apesar do grande apoio dos religiosos no Brasil.

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Além disso, há três outros grandes concorrentes, de acordo com Teixeira, que são Ciro Gomes (PDT), Marina Silva (PSB) e Geraldo Alckmin (PSDB). Fora eles, ainda há a possibilidade de Lula poder se candidatar, apesar de ter uma chance remota. Porém, o PT (Partido dos Trabalhadores) poderá indicar Fernando Haddad.

Bolsonaro ainda sofre com a repulsa de grande parte do eleitorado graças as suas declarações polêmicas.

Porém, isso foi positivo, em partes, pois com sua transparência ficou bem claro para a população o que ele pensa e o que ele quer para o futuro do Brasil, sendo fácil distinguir os motivos para votar ou não nele.

Sendo assim, Bolsonaro representa, para grande parte do eleitorado, um retrocesso para o feminismo no Brasil, assim como para a defesa dos direitos LGBT. Para muitos, resgatar o conservadorismo não é a solução, e misturar política com religião é pior ainda.

Mesmo que ele seja eleito, terá dificuldade com a governabilidade do País por falta de apoio de muitos políticos no Congresso.

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