Conforme informações do Portal Terra, uma fonte do Supremo Tribunal Federal (STF), que possui contato direto com os ministros da Corte, relatou a Reuters que o Plenário do STF não irá julgar nesse ano um novo entendimento sobre a prisão após condenação em segunda instância. A notícia pode abalar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva que concentrava suas últimas esperanças numa possível mudança de entendimento dos ministro sobre esse assunto.

O ministro Marco Aurélio já teria preparado e estaria pronto para levar as sessões do STF três processos, no qual é relator, para que fosse julgado uma nova jurisprudência da Corte sobre a prisão após a condenação em segunda instância.

Porém, de acordo com a fonte do STF, a presidente do STF e o seu sucessor, Dias Toffoli, que assumirá em setembro, já afirmaram que não levarão à pauta da Corte os três processos de Melo. Conforme informações, esse assunto já foi julgado esse ano no habeas corpus do ex-presidente Lula e por 6 votos a 5 foi negado o salvo conduto ao petista. A defesa do ex-presidente queria a liberdade de Lula até que se esgotassem todos os recursos disponíveis e foi vencida numa votação apertada, que teve o voto de Rosa Weber como o mais esperado e mais enigmático. Ela acabou decepcionando os petistas e votando a favor da jurisprudência atual que vigora na Corte.

Candidatura de Lula

Outro ponto destacado na conversa da fonte com a Reuters, é que o Supremo deve barrar uma tentativa de Lula [VIDEO] ser candidato à Presidência nas próximas eleições.

O PT tem até o dia 15 de agosto para registrar no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) o nome de Lula, mas já se cogita que o tribunal irá rejeitar a candidatura em decorrência da condenação do petista. Ele se enquadra na Lei da Ficha Limpa e fica inelegível. Mesmo tentando recorrer na Corte, os advogados de Lula nada conseguirão.

Segunda Turma

Ao sair da presidência do STF, em setembro, Cármen Lúcia [VIDEO] entrará na Segunda Turma da Corte e isso tem causado uma grande apreensão em advogados de presos da Lava Jato.

Conforme informações do site Globo, a entrada de Cármen Lúcia na Segunda Turma mudará o perfil "garantista" do STF, que tem permitido vários habeas corpus para políticos investigados.

Um ministro, que não quis se identificar, comentou que a entrada de Cármen na Segunda Turma transformará o Jardim do Éden do STF numa câmara de Gás. Os atuais ministros que compõe essa Turma são: Gilmar Mendes, Dias Toffoli, Ricardo Lewandowski, Celso de Mello e Edson Fachin.