De acordo com uma matéria publicada pelo jornal “O Globo”, realizada na última terça-feira (8), Marcello Sicilliano, vereador do PHS no Rio de Janeiro, e Orlando Oliveira de Araújo, o popular ‘Curicica’, tramaram a morte de Marielle Franco, vereadora morta a tiros na noite do dia 14 do mês de março. Os dois negaram a participação, e o vereador, inclusive, disse que jamais fez algum acordo que envolvesse criminosos de milícias no Rio de Janeiro, porém, na noite desse último domingo (13), o Fantástico, da Rede Globo de TV, exibiu uma conversa envolvendo Siciliano e Curicica, por telefone.

Na conversa, os dois, ao que aparentou, já se conheciam muito bem e mantinham uma certa intimidade e amizade.

Curicica está preso exatamente por participar de uma trama que matou uma pessoa no Rio de Janeiro e, de lá, disse para o seu ‘amigo’, Marcelo, que estava precisando da ajuda do vereador para que o político organizasse uma blitz nas redondezas da milícia, pois uns bandidos tinham matado um dos seus amigos na região de Recreio, onde, inclusive, encontra-se o 31º Batalhão de Polícia Militar (BPM).

Curicica, em áudio, diz que outros criminosos mataram um aliado dele e pede, em telefonema, ajuda a Siciliano.

O vereador, em resposta, disse que estaria entrando em contato com os policiais do 31° BPM naquele momento mesmo e que não demoraria muito para que o pedido do criminoso fosse realizado. “Vou mandar botar agora.”, disse o político, dando pinta de que ele e o miliciano já se conhecem há um bom tempo.

Quem é Curicica?

Curicica pediu para que o vereador ficasse ‘com Deus’, e em resposta recebeu um: “Te amo, irmão”, de Siciliano. Em nota, o verador pelo PHS disse que jamais se envolveu com milícias do Rio de Janeiro e, também, que já foi investigado pela Justiça certa vez e nunca foi descoberto que ele tinha qualquer contato com os criminosos da Zona Oeste da cidade.

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Polícia

Siciliano não responde a nenhum processo criminal.

Orlando Curicica é um ex-chefe de milícia e foi detido depois de ser apontado como o mandante da morte de outra pessoa – um homem que tomou a decisão de montar um circo em uma área que era controlada pela milícia. Esse homem não teria pedido autorização ao chefe Curicica e acabou sendo assassinado. De acordo com informações, as milícias da Zona Oeste do Rio de Janeiro invadem terrenos, obrigam moradores a comprarem objetos como gás de cozinha, por exemplo, vendem TV por assinatura e outras atividades que não são registradas oficialmente.

Curicica, por meio de carta, também negou a sua participação no caso da morte da vereadora Marielle.

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