Recentemente, o ministro Dias Toffoli tem tomado decisões que acabaram surpreendendo muita gente, principalmente membros do PT. Porém, corre no Supremo Tribunal Federal (STF) informações intrigantes que podem mostrar que Toffoli estaria apenas planejando um esquema na Corte para que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva fosse solto.

Entre as últimas decisões do ministro, ele manteve com o juiz federal Sérgio Moro a competência sobre os processos que envolvem um Sítio, na cidade de Atibaia.

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Muitos petistas viram tudo isso como uma traição de Toffoli contra Lula. A defesa do ex-presidente queria que o ministro tirasse de Moro o processo que envolvia Lula, mas receberam uma negativa.

Depois, Toffoli surpreendeu mais uma vez o ex-presidente Lula ao votar contra os embargos da defesa de Lula, numa sessão virtual que poderia até soltar o ex-presidente. Toffoli mostrou forte postura e votou contra o seu ex-chefe.

Todos sabem que, em setembro, a ministra Cármen Lúcia deixará o comando do STF e Toffoli assumirá o lugar dela.

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Ele disse que não pretende colocar o assunto sobre a prisão após a condenação em segunda instância para ser votado esse ano, mantendo o posicionamento da ministra. Mas aí, ecos do tribunal revelaram outra coisa.

Suspense na Corte

Conforme informações da revista Crusoé, colegas de tribunal apostam que Toffoli irá sim pautar o tema. A ordem dada nos bastidores é que enquanto Cármen Lúcia estiver na direção ninguém toca no assunto. Porém, quando ela sair da Presidência do Supremo, Toffoli pode surpreendê-la com a retomada desse tema polêmico.

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Lula

Um ministro, não identificado na reportagem, disse acreditar que Toffoli agirá diferente do que se tem comentado em Brasília. Ele vai abrir caminho para a soltura de Lula pautando as Ações Diretas de Constitucionalidade.

Cutucão em Cármen

Por trás das cortinas do Supremo, Toffoli tem relutado que manterá o consenso, quando estiver a frente do tribunal. Esse consenso pode ser um aviso de que valerá o entendimento dos colegas sobre o caso da prisão após a condenação em segunda instância.

As palavras do ministro podem ser vistas como um "cutucão" em Cármen Lúcia. Pois ela tem mantido a sua postura e firmeza de não aceitar uma nova votação sobre esse assunto, que para ela, já foi resolvido em 2016. Muitos ministros estavam descontentes com ela e queriam a votação novamente, o que poderia beneficiar Lula.

Se as articulações nos bastidores forem seguir esse caminho, Lula pode ser solto em setembro.

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