Um dos mais respeitados generais da Reserva do Exército brasileira e de grande atuação nas Forças Armadas no país, general Antônio Hamilton Martins Mourão, se manifestou de modo contundente em relação à atual situação de crise enfrentada pelo país, principalmente, devido à paralisação de caminhoneiros em todo o Brasil. De acordo com o militar há "aproveitadores" na atual conjuntura, de ambos os lados, ao solicitar um pedido de intervenção militar às Forças Armadas brasileiras.

Vale ressaltar que o país vem sofrendo com a falta de combustíveis, já há aproximadamente uma semana, como resultado da manifestação dos caminhoneiros que resolveram paralisar suas atividades em razão dos preços altíssimos do óleo diesel cobrado como resultado da alta carga de impostos cobrados pelo Governo federal, o que levou a um processo que acarretou a impossibilidade de lucros para a categoria, considerada extremamente importante e fundamental para o transporte de produtos agrícolas e riquezas produzidas pelo país.

'Oportunistas' espalhados pelo país

Diante do grave momento de crise de abastecimento do Brasil, o general Antônio Mourão foi enfático, ao realizar uma análise minuciosa de toda a situação enfrentada. De acordo com o general, a população brasileira não pode vir a se tornar "refém" da paralisação da categoria dos caminhoneiros. Ainda de acordo com o militar aposentado da Reserva, uma suposta ação por parte das Forças Armadas contra o governo federal não seria algo aceitável, no tocante à resolução da grave crise política que se abateu sobre o país, a partir do início da greve.

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Governo Corrupção

Antônio Mourão foi ainda mais longe, ao considerar que existem supostos "aproveitadores" que se utilizam do atual momento, estando em lados opostos, ao pedirem que haja alguma espécie de intervenção por parte das Forças Armadas, para que ocorra o encerramento da crise brasileira. Mourão, de modo categórico, afirmou que "teriam pessoas que querem as Forças Armadas incendiando tudo e a coisa realmente não poderia ser assim, ser desse jeito".

O militar concluiu que não estaria de acordo com esse pensamento e que "soluções dessa natureza sabemos como começam, mas não sabemos como terminam", em alusão à possibilidade de que a atual crise, a partir de uma ação mais enérgica das forças militares contra o governo, acarretaria num desfecho que poderia ser considerado como algo "imprevisível".

Entretanto, Mourão garantiu que sua "visão é o país e o Brasil não poderia se rachar ao meio e ser dividido".

Porém, o general deixou um claro recado ao governo do presidente Michel Temer, ao afirmar que "a coisa tem que ser organizada e de modo acertado e que se o governo não tem condições de governar, tem que ir embora, renunciar, ou qualquer coisa que saia do atual imobilismo".

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